JUIZ COLOCA WITZEL EM QUARENTENA DE 18O DIAS

A sexta-feira começou com a determinação do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de afastar dos cargo por 180 dias, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), por irregularidades na administração da Saúde. A Polícia Federal fez buscas contra a primeira-dama, o vice-governador e o presidente da Assembléia Legislativa do Rio. O presidente nacional do PSC, o pastor Everaldo Pereira foi preso. Os advogados de Witzel, como era esperado, se disseram surpresos com a medida e que vão tomar “medidas cabíveis”. O polêmico governador do Rio é aquele que sobrevoou a periferia do Rio num helicóptero da Polícia e disse que era preciso acertar tiros “nessas cabecinhas”.

BLEC IS BEAUTIFUL

Estréia no fim de semana nas plataformas digitais, a série de desenho animado Hora do Blec, uma ideia dos atores Yasmin Garcez e David Junior, com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Com personagens multiéticos, a série irá tratar de temas sustentáveis e diversidade. Vamos, juntos, diminuir a desigualdade social? Fique de olho! 

O ESCÂNDALO DA RACHADINHA

A revista digital Crusoé revelou nesta sexta-feira (7) que Fabrício Queiroz, motorista e ex-assessor de Flávio Bolsonaro, depositou 72 mil reais na conta de Michelle Bolsonaro, mulher do presidente da República. A revista, que teve acesso ao sigilo bancário de Queiroz, em prisão domiciliar juntamente com a mulher dele, Marcia, mostrou que os depósitos foram realizados entre 2011 e 2018, em 21 cheques. Bolsonaro disse, em dezembro de 2018, quando o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelou um repasse de 24 mil reais de Queiroz para Michelle que, na verdade, eram 40 mil de um empréstimo. Uma conversa para boi dormir. 

ORIENTE MÉDIO

Uma forte explosão na tarde desta terça-feira (4) destruiu boa parte da zona portuária da capital do Líbano, onde estão instalados vários armazéns. Carros foram lançados distância e a destruição é muito grande. Uma grande nuvem de fumaça avermelhada foi tomando conta do céu de Beirute. As autoridades ainda não sabem o motivo da explosão. Pelo menos 73 pessoas morreram e mais de 3.700 ficaram feridas até o momento. Explosões em Beirute sempre colocam as forças de segurança do país em estado de alerta.  

MUITO ESTRANHO

Quinze dias depois da tragédia na favela de Paraisópolis, em São Paulo, onde morreram nove jovens que participavam de um baile funk, eis que surge uma gravação, na minha opinião, no mínimo, suspeita. A gravação mostra a polícia agindo cautelosamente, como se fosse um grupo de frades. Não estou aqui acusando ninguém, apenas questionando porque essa fita só apareceu agora, duas semanas depois do massacre? Ora, peça fundamental da investigação, ela deveria ter sido requisitada imediatamente após a tragédia. E, seguramente surgiria porque não incrimina os policiais, aqueles que apareceram em algumas imagens batendo de cassetete na juventude, jogando bombas de efeito moral e encurralando-os num beco sem saída. O diálogo que aparece na gravação mais parece que estava ocorrendo um jogo de xadrez ali, um jogo de damas ou uma aula de yoga. Nunca vi nada igual. Tudo nos conformes, como se costuma dizer. E, nos telejornais, logo após a exibição do áudio-modelo, tipo curso de boas maneiras, surge na tela o governador de São Paulo dizendo que eles são verdadeiros e que provam que a “polícia agiu de maneira correta”, conforme ele tinha tido desde o início de tudo, quando os corpos dos nove jovens ainda estavam quentes. E o assunto deu-se por encerrado. Repito: Não estou aqui acusando irresponsavelmente a polícia de ter fabricado tal áudio, dizendo que ele é fake. Mas pergunto, nesse blog focado no Jornalismo, por que não apareceu um repórter investigativo sequer para checar a veracidade do diálogo fofo entre os policiais, inclusive quando um deles pergunta quantos desacordados estão ali e o outro responde imediatamente: “Nove!”. No meio daquela confusão, daquele massacre, em plena operação, fica a impressão de que os nove corpos já estavam ali enfileirados, um ao lado do outro, contadinhos. Alguma perícia foi feita nessa fita? Porque ela só apareceu quinze dias depois? Porque ficou guardada esses dias todos? Deixo as perguntas no ar, que nenhum repórter fez. A fita foi divulgada e pronto, não se tocou mais no assunto. (Alberto Villas)