CAVALOS

Durante o seu mandato de presidente da República, o general João Batista Figueiredo, o último do regime militar, falou muita besteira. Duas dessas besteiras acabaram entrando para a história. E m 1978, assim que foi escolhido para ser o novo presidente, quiseram popularizar o seu nome, chamando-o de “João do Povo”. Ele não se identificou muito com o apelido e disse: “Prefiro o cheiro de cavalo, ao cheiro do povo”. No mesmo ano de 1978, no dia 15 de outubro, ao ser perguntado pela abertura política iniciada pelo seu antecessor, Ernesto Geisel, Figueiredo soltou essa: “É para abrir mesmo, e quem quiser que não abra, eu prendo e arrebento”. Figueiredo, segundo Millôr Fernandes, era realmente um presidente “horse concours“. Quarenta anos depois, nós temos um presidente de extrema-direita eleito que, perto dele, Figueiredo seria um lorde inglês. Antes mesmo de tomar posse, já disse pelo menos uma dúzia de bobagens, dessas de deixar até o cavalo do Figueiredo envergonhado. Preparem-se porque a estupidez do futuro presidente não tem limite. Vai nos fazer rir muito. Ou chorar.

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