PESQUISA

O Brasil é um país curioso. Todos sabem, por exemplo, que a maioria da população seria incapaz de dizer o nome do deputado estadual que ela votou nas últimas eleições, mas para responder pesquisas sobre os problemas do Brasil, a mesma população parece afiada. Ou, pelo menos, é o que pensa o DataFolha. Depois de perguntar ao povo se Lula deveria ser preso ou não, mesmo sabendo que ninguém conhece o processo, ele obteve um resultado e manchetou. A população brasileira parece afiada para responder qualquer pergunta: Demarcação de terras indígenas, aborto, maioridade, dívida externa, déficit público, armamento, tudo. Só falta o DataFolha perguntar o que o povo achou da Bolsa de Nova York ter caído 1,2%. Cada brasileiro já está com a resposta na ponta da língua. É só perguntar.

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MOSTRE A SUA CARA!

Aconteceu no início dos anos 1990, quando o governo de Fernando Collor, o “caçador de marajás”, começou a dar errado. Seus eleitores, a maioria dos brasileiros, simplesmente desapareceram do mapa. No auge da crise era a coisa mais difícil, encontrar um eleitor que tivesse votado naquele que prometeu acabar com a corrupção no Brasil. O mesmo começa a acontecer agora, em 2019, com aqueles que elegeram o candidato da extrema-direita. Os eleitores de Jair Bolsonaro, inflamados no final do ano passado, no período das eleições, começaram a colocar seus rabos entre as pernas e adotar a política do avestruz. Aqueles que postavam, nas redes sociais, elogios ao tal “mito” de cinco em cinco minutos, agora postam fotos de gatinhos e pensamentos em volta de rosas, uma vez por dia. É claro que ainda existe aqueles truculentos que continuam acreditando num governo que diz, não diz, mente, desmente, fala e disse que não falou. Esses eleitores precisam se posicionar. Reconhecer o erro ou continuar com seus argumentos, defendendo o capitão, que todos nós já sabemos, não tem a menor capacidade para conduzir um país.

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