O BRASIL TEM REMÉDIO?

Dizem por aí, que Belo Horizonte virou uma cidade dentro de botecos. São Paulo, e talvez outras grandes cidades brasileiras também, está virando uma metrópole dentro de farmácias. É uma em cada esquina, às vezes ao lado ou em frente uma a outra. O investimento é tão grande que a abertura de uma filial de uma grande rede, merece anúncio de página inteira no jornal de maior circulação da cidade.[AV]

ÁGUA COM AÇÚCAR

Não sou noveleiro. Lembro-me de ter visto O Direito de Nascer, Se o mar contasse e, muitas décadas depois, Avenida Brasil. Vendo as chamadas da novela Verão 90, antes de ir para o ar o primeiro capítulo, me interessei pelo assunto vintage e resolvi dar uma espiadinha. Disposto até mesmo a seguir a trama. Começou bem ao meu gosto, aqueles carros com placa amarela, o telefone fixo como meio de comunicação fundamental, uma Brasília amarela, um fusquinha azul, estava tudo muito engraçado. Confesso que cheguei a assistir a primeira semana inteira. Todo capítulo tinha algumas coisas que nos remetiam aos anos 90 e eu curtia. Mas desisti – e não tem volta – no sexto capítulo. Que novela mais boba! Não sei se as novelas ultimamente são assim mesmo – principalmente a das sete – e eu não estava sabendo. Uma série de coincidências impossíveis, de encontros sistemáticos “não previstos”, alguém me alertou: “Mas isso é novela”. Por ser apenas uma novela das sete, sem pretensão de ter um bom argumento, cai fora. Apesar dos elogios virem para Lidiane (Claudia Raia) de todos os cantos, confesso que não consigo sequer olhar mais para a personagem, over, mais do que over, fora de qualquer parâmetro. A ideia de resgatar um verão do século passado é boa, mas a historinha é infantil, é banal. Parece que a única preocupação da direção é mostrar que estamos nos anos 90 e isso vai divertir o povo. A historinha boba, as pessoas já estão acostumadas. E se divertem. Desculpe, eu não.

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foto Reprodução/TV Globo

O DISCO DO DOMINGO

Depois de transformar toda a sua obra em CD, Yoko Ono, que completa 86 anos no próximo dia 18, está voltando no tempo e relançando os seus discos em vinil, com o capricho das edições originais, só que agora em 180 gramas. Fly, álbum duplo, é um deles. Importado, caro, mas uma peça fundamental para colecionadores. É nele que está uma de suas mais belas canções, uma declaração de amor chamada Mr. Lennon. O vinil é branco e, no miolo, ao invés da maçã verde da Apple, um grapefruit.

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