A ERA DAS LIVES

É live que não acaba mais. Nasceram assim de repente com a pandemia, a vontade de fazer alguma coisa bacana dentro de casa. Hoje temos lives de cantores, de chefes de cozinha, de psicólogos, de saúde, de yoga, de pilates, de família, lives interessantes, lives vazias, lives de todas as cores. O cenário são sofás, são orquídeas floridas, são estantes cheias de livros, são quadros na parede, um pedacinho da casa de cada um, um pedacinho do Brasil. Tereza Cristina, João Bosco, Bituca, Leonardo, Nando Reis, Lulu, Elba, Alceu, Geraldinho Azevedo, Skank, Titãs. A pergunta já está no ar: quando tudo isso passar, como vamos viver sem lives?

VI E GOSTEI

Domingo, meio-dia, estreou no UOL o programa #BrasilCozinhaComigo, diretamente da casa do jornalista Zeca Camargo que, depois de 24 anos, deixa a TV Globo em busca de novos voos. A cada domingo, Zeca vai preparar um prato típico do Brasil, esse país cheio de sabores, temperos e cores. Nesses tempos de pandemia, a estréia foi com o  o auxílio luxuoso da paraense Eliana, diretamente de Belém, pura simpatia e simplicidade, respeitando o distanciamento social. Os dois prepararam juntos um tacacá chique, de fácil preparo. O problema vai ser encontrar todos os ingredientes para um país tão rico em culinária. No caso do Pará, mais precisamente o tacacá, não é assim tão fácil encontrar tucupi, a goma de mandioca e o jambu fresco no sul do Brasil. Mas deu tudo certo. O programa foge um pouco das dezenas de programas de culinárias que vimos na TV aberta, à cabo, na web. Zeca fez um rápido passeio por sua cozinha, conjugada com a sala de refeições, mostrou o quebra-cabeça que está montando e, ao fundo, sua coleção de bebidas que vem trazendo de sua fantástica volta ao mundo. Peças raras vindas de todos os cantos e nações. Pode ser tanto da Tailândia quanto de Cabo Verde. É um bom programa pro domingo, depois que a gente já leu os jornais, já viu a corrida de Fórmula 1 e está começando a pensar qual vai ser o prato do dia de domingo. Mas #BrasilCozinhaComigo não quer só comida, quer comida, diversão e arte. E Zeca é craque no assunto. Vale conferir.  

[foto Reprodução/UOL] 

VI E GOSTEI

Se não viu, é urgente. Procure, ache. Se viu, reveja. O papo entre o Doutor Drauzio Varella e o rapper Mano Brown é conversa séria. Altamente aconselhável: Draw & Brown: Racismo e Música. E muito mais.  

[foto Reprodução]

A IMPRENSA INDEPENDENTE

Na década de 1970 ela era chamada de nanica, underground, feita de maneira artesanal, combativa e independente. E de papel. Havia os jornais Movimento, Opinião, Em Tempo, De Fato, Coojornal, Versus, Flor do Mal, Ex, além do Pasquim, pai de todos. E havia também as revistas O Saco, Silêncio, A Pomba, Escrita, Circus, José e tantas outras. Hoje, essa imprensa passa nas redes sociais, no Youtube, no Facebook e todas as outras. Hoje temos o Nocaute, o DCM, o Conversa Afiada, o 247, a Mídia Ninja, o Jornalistas Livres, o Ópera Mundi, o Cafezinho, para citar apenas alguns. Conheci finalmente a TV Democracia, pilotado pelo jornalista Fabio Panunzzio, ex-Globo e ex-Band. Preste atenção. 

[foto Reprodução/TV Democracia]

O REI ESTÁ NU

Não estranhei o teclado ao fundo, não estranhei as músicas escolhidas, de Amigo a Jesus Cristo, de Emoções a Caminhoneiro, passando por Nossa Senhora. Não estranhei a pulseira de prata no braço esquerdo, a fala pouco e mesma, os cabelos ralos e escorridos, como se fosse uma brasa, mora. Estranhei um pouco a roupa do rei, na verdade, a camisa florida, de aniversário. Estranhei a cortina marrom, cor pavor de Roberto Carlos. Nos tempos de coronavírus, o rei teve a menor platéia de sua vida na festa dos seus 79 anos, uma meia dúzia de pessoas. Impossível ter mais. O rei tinha um olhar triste ao cantar uma música atrás da outra, fazendo pequenos comentários. Acertou ao lembrar os bravos caminhoneiros e a sofrida Itália, ao cantar “Canzone per te”, sucesso que defendeu no Festival de San Remo, no ano 66 do século passado. O show particular, visto por milhões de pessoas em suas casas, foi bem particular mesmo. Da poltrona, os fãs disparavam elogios, corações, flores, mãos postas e mensagens de parabéns que iam subindo ao lado numa velocidade estonteante para quem estava sintonizado no Youtube. Estranhei a quantidade de #forabolsonaro, previamente combinado entre os inimigos do rei. De noite, o show da vida mostrou os bastidores, mas deixou de lado o #forabolsonaro. 

[fotos Reprodução/Youtube]

OS MORADORES DE RUA

A jornalista Maria Julia Coutinho, a Maju, postou ontem nas redes sociais um curto mas importante depoimento do padre Julio Lancellotti sobre a questão dos moradores de rua nesses tempos de coronavírus. Segundo ele, são mais de 24 mil pessoas que moram nas ruas de São Paulo e que precisam ser lembrados. 

[fotos Reprodução/Facebook]

OS CRÍTICOS

Dizia-se antigamente que todo brasileiro é técnico de futebol, tamanho o número de pitacos de leigos em cima da escalação de um time. Hoje, muitos anos depois, com o advento das redes sociais, todo brasileiro virou comentarista de tudo. Postei aqui neste blog, um “vi e gostei” referente a um mini-documentário exibido na semana passada pelo programa Fantástico, da Rede Globo, em que o Doutor Drauzio Varella mostrava um pouco a vida das pessoas trans dentro das prisões brasileiras. Uma enxurrada de críticas vieram à tona em todas a redes sociais, o que fez um dos mais prestigiados médicos brasileiros escrever uma nota de esclarecimento em seu site. Por aqui, leitores elogiaram o meu “vi e gostei”, mas teve leitor que criticou duramente, como a leitora Maria Inês:

A Internet é um grande ringue de ideias e opiniões e o futuro dela começa a ser questionado. O importante é conviver com ideias contrárias, num ambiente democrático, cada vez menor em nosso país. 

[fotos Reprodução sitedrauziovarellla/VILLASNEWS]

MORREU DE NOVO!

Acontece de tudo no mundo da Web. De tempos em tempos, alguém pesca uma notícia velha de algum lugar e posta no Facebook como se fosse fresquinha. E os desavisados caem feito patinhos. Ninguém sabe se o primeiro a postar também é um desavisado ou faz isso para se divertir. No dia primeiro de março, anteontem, Antoune Nakkhle postou que o violonista espanhol Paco de Lucía acabara de morrer no México, vítima de um enfarto fulminante. De fato, o gênio da guitarra morreu no México de enfarto, mas foi em 2014. E a postagem continua lá, em forma de notícia de última hora. Menos de um minuto depois, veio o primeiro comentário:

Gente… que tristeza! Perdemos mais um dos grandes.

Logo em seguida, um informado avisou:

Notícia de 2014.

O terceiro também avisou:

Morreu em 2014. Saudades ainda hoje. Sempre. 

Mas como muita gente não lê os comentários, alguém escreveu:

Que pena! Muito novo.

Um desconfiado escreveu em seguida:

Mas ele já não morreu?

Sem desconfiar de nada, um outro mandou bala, talvez achando que Paco de Lucía fosse parente de quem postou a notícia:

Que triste. Meus pêsames!

E a conversa foi longe, entre gente triste e desconfiada. Resolvi entrar na conversa e postei:

Achei que tinha sido o Rubinho Barrichelo quem postou essa notícia. 

Muitos curtiram com a carinha chorando de rir. Essa notícia velha ainda vai longe. [AV]

[foto Reprodução Facebook] 

 

 

RACISMO À FLOR DA PELE

Em entrevista ao Universa, a atriz Jéssica Ellen, a Camila de “Amor de Mãe”, novela das nove e pouco da Globo, fez alguns desabafos, entre eles: “A gente precisa ser amada e cuidada. E ninguém é forte o tempo inteiro. Nem os homens, aliás”. Jéssica foi capa pela primeira vez, recentemente. Linda, ocupou várias páginas da Ela, a revista de fim de semana do jornal O Globo. Vinda da Rocinha, a atriz tem brilhado na trama de Manuela Dias. Forte e guerreira, tanto a personagem Camila, uma professora de esquerda, como aa atriz, despertou para a mídia e começa a fazer despertar o racismo que existe dentro de milhares de brasileiros e brasileiras. Veja os primeiros comentários que surgiram no pé da matéria publicada pelo UOL:

VILLASNEWS está com Jéssica Ellen e não abre. #somostodoscamila

[foto Reprodução]

 

LIGAÇÕES PERIGOSAS

Todo mundo sabe da ligação entre os Bolsonaro e o miliciano Adriano da Nóbrega, morto há uma semana no interior da Bahia. E não é de hoje. Ligação de amizade, principalmente entre o Flávio, que ninguém mais chama pelo número porque a moda o 01, 02 e 03 passou. Adriano deixou de herança duas condecorações feitas por Flávio, uma quando ainda estava solto e outra quando já morava no xadrez. O filho do presidente da República nega de pés juntos essa ligação. Como um menino que roubou um bombom nega que tenha roubado e depois sacudido a caixa pra não dar na vista. Todo esse nariz de cera para registrar aqui a ligação que o site de notícias UOL fez entre os dois para ilustrar mais uma reportagem. Flávio e Adriano, lado a lado. Um preso e o outro fazendo gesto de arminha, a abominável marca registrada do bando dos Bolsonaro. O UOL merece nota 10. Acertou na mosca. 

[fotos Reprodução]

NAS COXAS

Fazer as coisas nas coxas é uma expressão que está caindo em desuso. Mas, no fundo, continua em plena atividade. Qualquer profissão deve ser exercida com esmero. O Jornalismo não foge à regra. No entanto, diariamente, vê-se na imprensa, títulos, textos, fotos, acabamento, tudo feito nas coxas. Claro que o Jornalismo correto e cuidadoso existe e está presente na televisão, nos jornais, nas revistas, nas rádios, na web. Ontem, ao noticiar que o presidente do STF, Dias Toffoli havia encaminhado um documento aos ministros alertando-os de um perigo de possível atentado, alguém na Folha de S.Paulo executou a legenda acima. A foto de Toffoli está correta, mas atente para a legenda: “Dias Toffoli, natural de Marilia (SP), é o atual presidente do STF e ministro desde 2009, indicado por Lula”. Seguramente, a foto de Toffoli veio do arquivo, com as informações básicas sobre ele. O redator não pensou duas vezes: “Vai assim mesmo!” E foi. 

[foto Reprodução]

OPS…

A legenda desta foto de Fabio Wajngarten, chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, publicada pelo UOL, está meio esquisita. Além de fora do lugar, mais parece um recado do editor para o diagramador visual do site. 

[foto Reprodução UOL]

RODAS VIVAS

Na noite de segunda-feira (20), o programa Roda Viva, da TV Cultura, estreou sua nova âncora, a jornalista Vera Magalhães, entrevistando o ministro sabonete da Justiça Sergio Moro. Sabonete porque passou todo o tempo do programa escorregando daqui e dali. O Roda Viva tinha tudo para ser um programa chapa branca, composto por uma bancada da grande imprensa e um representando da ultra-direita, o jornalista que tem nome de colírio: Felipe Moura Brasil. A esperança estava em Malu Gaspar, repórter da revista Piauí. Mas, uma semana anos da estreia, surgiu um fato novo que bombou nas redes sociais. Inconformada com o fato de não ter sido convidada para a festa, a turma do site The Intercept Brasil (que vazou as conversas de Moro, deixando clara sua parcialidade na Lava Jato) resolveu colocar, via Youtube, sua participação no programa, comentando as falas do ministro e as perguntas dos jornalistas. Isso foi o sinal de alerta para toda a bancada que se preparava para entrevistar o ministro sabonete. Ficou claro ao ver o programa ontem, que nenhum deles estava ali disposto a passar por jornalista chapa branca. Moura Brasil não conta, faz um jornalismo que não merece ser comentado. Com isso, perguntaram sobre quase tudo: o perdão a Onyx que usou caixa 2, o silêncio em torno dos ministros acusados de corrupção, os ataques do presidente aos jornalistas, o discurso nazista do ex-secretário de Cultura, Roberto Alvin, o convite à namoradinha do Brasil para assumir a pasta, os vazamentos da Intercept, Marielle, laranjas, essas trapalhadas todas do governo de direita de Jair Bolsonaro, no poder desde janeiro do ano passado. Moro fingiu responder tudo, argumentando que nenhum desses assuntos era escândalo. Pelo contrário, tudo resolvido ou resolvendo. Quando os entrevistadores colocavam o dedo na ferida, ele saia com frases do tipo “não estou aqui para falar em nome do presidente” ou “eu não sou comentarista político”. Do outro lado, quem estava sintonizado ao mesmo tempo no Youtube, no programa do Intercept, via uma espécie de Roda Viva em Debate, mesmo que um pouco confuso, podia quase participar os comentários, os mesmos que fizemos em casa. Eles iam pontuando o que os jornalistas deixavam de perguntar, ou replicar, e o que Moro deixou de responder. Enquanto na tela da TV Cultura, víamos passar tarjas sempre elogiosas a Moro, coisas do tipo “Moro é nosso herói”, “Moro 2022”, “Nosso futuro presidente”, do outro lado, no Youtube, uma saraivada de comentários do tipo “Fora marreco de Maringá”, “Moro ladrão”, “Moro bandido”, lutando contra os robôs que insistiam em chamar os jornalistas do Intercept de esquerdistas, comunistas e observações como “vocês se fuderam”. Enfim, o Roda Viva de ontem não foi o que imaginávamos, mas também não foi o que esperávamos. Assim que Vera Magalhães deu o seu boa noite, o pessoal do Intercept fez algumas perguntas que os jornalistas não fizeram, não quiseram fazer ou se esqueceram. Coisas do tipo: “por que o senhor não quis melindrar o ex-presidente FHC?” ou “o que o senhor quis dizer com a frase in Fui we trust?” Pena que Moro, nessa hora, já fora do ar, Moro devia estar nos bastidores da TV Cultura recebendo os cumprimentos dos jornalistas. 

Rodas Vivas: um apresentado pela TV Cultura, outro pelo Youtube.

[fotos Reprodução TV Cultura/Reprodução Youtube]

OPS…

Fazer um bom título, uma boa manchete principal, uma foto-legenda, é uma arte. Talvez muitos redatores optam pela simplicidade, evitando inventar moda, para seguir em frente, sem grandes percalços. Existem títulos inspirados, como aquele sobre a falsificação de obras de arte dos grandes mestres da pintura: “Cuidado, tinta fresca”. Mas existem também aqueles títulos que pecam pela busca de inspiração e a opção por ela, mesmo que não faça muito sentido. É o caso do título acima, do portal Terra. O redator foi buscar numa velha canção de Roberto e Erasmo, sua inspiração para fazer um título sobre a estréia de patinetes Uber nas ruas de Santos, em São Paulo. Ficou sem sentido e sem graça. “Uber passa a oferecer patinetes elétricos nas curvas de Santos”. Como assim? Só é possível usar as patinetes nas curvas? E nas retas? 

QUEM OUVE TANTA NOTÍCIA?

A onda do podcast surgiu assim de repente e tomou conta do Brasil. Se você der uma espiada nos sites de notícias dos grandes jornais e revistas no mundo inteiro, vai perceber que essa onda é internacional. Não tem mais publicação que não tenha seu podcast. Um, dois, vários. Podcast sobre tudo: Economia, política, comportamento, humor, religião, esporte, literatura, música, espetáculos, não tem assunto que escape ao podcast. O bom desse mundo da comunicação é mesmo essa variedade de ofertas. O podcast surgiu indo contra a maré e reforçando o cartaz do bom e velho rádio. Há alguns anos, quem perdia o Repórter Esso no rádio, bau bau. Não tinha como ouvir novamente nem mesmo num vale a pena ouvir de novo. O podcast veio pra agendar sua vida, você ouve notícias quando quiser, quando bem entender. No princípio é sempre assim, vem aquela enxurrada na onda da moda, mas, muito em breve o filtro será feito, os melhores ficarão e entrarão para a historia. Hoje, ainda estamos meio perdidos nesse balaio de ofertas. O filtro será feito e a notícia estará sempre no ar. Quem apostou no fim da era do rádio, errou feio. 

FAMOSOS

Todos sabem que a revista Quem, da Editora Globo, atualmente apenas on line, é uma revista de famosos, mesmo que sejam “famosos quem?”. Mas é curioso ela noticias que “Famosos lamentam morte de Fábio Barreto”. Seria como o site da revista Exame noticiar que “Economistas lamentam a morte de Fábio Barreto” ou o site da Globo Rural noticiar que “Agricultores lamentam a morte de Fábio Barreto”. Na verdade, quem lamentou a morte de Fábio Barreto, diretor de “O Quatrilho” e “Lula, o Filho do Brasil”, foram todos nós.

[foto Reprodução/Quem]

JORNALISMO NAS COXAS

O acidente doméstico sofrido pelo apresentador Gugu Liberato, ontem em Orlando, nos Estados Unidos, mostrou claramente como é feito o jornalismo às pressas e nas coxas. A noticia circulava nos programas de fofoca à tarde na televisão e nas redes sociais numa velocidade estonteante. Pegamos apenas dois exemplos, um do site da revista Caras, e outro do jornal O Dia, do Rio, para mostrar como é feito tal jornalismo. Com um título de duas linhas e um texto introdutório de seis, veja o primeiro festival de barbaridades.

Na Caras, o titulo diz que ele está em “estado grave”, mas, na verdade, quem diz não é o o site e sim um colunista. É o tal do “tirar da reta”. Se ele está bem, em estado grave ou morto, quem está falando (acertando ou errando) é o colunista, e não nosso site. 

Na legenda, já não é mais “está”, mas “estariam estado grave”. E logo na primeira linha do texto, o redator, ou redatora, escreveu que ele “passou por um susto”. Como assim, foi só um susto e ele está em “estado grave”?

Mais abaixo, o texto diz que o apresentador “estava no local”. Que local? Orlando? O local do acidente? Que local?

Mas, pior mesmo foi a jornalista Fábia Oliveira, do jornal carioca O Dia, que deve ter pensado: “Caiu do telhado, de uma altura de 4 metros, bateu a cabeça numa quina… ah, só pode ter morrido”. E anunciou sua morte no título, mas ressaltando, na primeira linha, que ele “teria tido morte cerebral”.

[fotos Reprodução site Caras/jornal O Dia]

CARACAS!

Na página do Jornal Hoje, da Rede Globo, um título deveras interessante. Curto e grosso, o redator escreveu: “Manifestação em Caracas na Venezuela”. Aguarde novos títulos no site: “Manifestação em Buenos Aires na Argentina”, “Manifestação em Paris na França”, “Manifestação em Tóquio no Japão”. Assim mesmo, sem vírgula, sem nada.