O SOL DE SEGUNDA-FEIRA

Para muitos, a saída é o aeroporto

O movimento pelo impeachment de Bolsonaro cresce a olhos vistos

Enquanto isso, vem aí as Olimpíadas. Por incrível que pareça.

O espigão

Montanaro na página A2

Capa da Ilustrada: o povo indígena chega à Bienal de São Paulo

Resumindo: se gritar pega ladrão pra quatro senadores, só sobra um

Procura-se desesperadamente um candidato de centro

O que chama a atenção na foto em destaque na primeira página são os funcionários de uma fábrica de televisores, sem máscara

Como se faz um país com crianças sem comida no prato?

Qualquer semelhança é mera coincidência

Os protestos no Rio estão sempre na primeira página do Globo

A supermedicina na capa da alemã Der Spiegel

Preto Zezé, presidente da CUFA, na capa da revista Gol

NOTA 10

Para o papo do estilista Ronaldo Fraga com o rapper Emicida no último episódio de Trip Transformadores exibido sábado à noite na TV Cultura de São Paulo

 

Um cena como esta era comum no programa da Sonia Abrão, na Rede TV. Agora é comum ver na Globo. Uma apresentadora (aqui, Ana Furtado no É de Casa) atrás do balcão vendendo produtos dos mais variados.

PARA LER:

https://papodemae.uol.com.br/noticias/maria-da-penha-mulher-da-lei-kim-phuc-menina-da-foto-o-encontro-de-duas-sobreviventes.html

Chamou atenção a capa da edição de sábado da Folha de S.Paulo

As camisas dos times de futebol não tinham nenhuma publicidade. Era apenas o distintivo do clube e o número nas costas. Nem mesmo o nome do jogador tinham. Eram bem bacanas.

A primeira que eu me lembro de ter publicidade foi a do Flamengo. De repente apareceu um Lubrax entre o vermelho e o preto. Aquilo assustou muita gente. Alguns chegaram a pensar que o Mengão tinha mudado de nome. Mas não, era apenas um anúncio do óleo para motor da Petrobras.

Macacão de piloto de Fórmula 1 tinha publicidade, e muita: a lua oval da Esso, a concha da Shell, o cavalo alado da Texaco. Naquele carro preto que me fez torcer muito, tinha uma publicidade da JPS, dos cigarros John Player Special, lembro-me bem.

Aos poucos, os anúncios começaram a aparecer em outras camisas de futebol. Nunca me esqueço da Kalunga na camisa do Corinthians, da Kia na camisa do Palmeiras, da Data Control na camisa do São Paulo, do BMG nas camisas do Cruzeiro e do Atlético.

As camisas dos times de futebol, de repente, pareciam macacões de pilotos de Fórmula 1. Além da publicidade no peito, elas começaram a aparecer nas mangas, nas golas, nos calções, nas meias.

Os jogadores viraram verdadeiros garotos-propagandas correndo no campo e não eram

só os jogadores. De repente, os juízes também ganharam publicidade nas suas camisas amarelas.

Nos primórdios da televisão, eram as garotas propagandas que bombavam na telinha, mostrando ao vivo como funcionava um liquidificador Walita, uma televisor GE, uma vitrola da Philco.

Depois apareceu o merchandising. Um produto surgia aqui e ali numa novela, assim de uma maneira despretensiosa, bem sutil. Uma mãe preparava um Toddy pro filho e se o noveleiro não prestasse bem atenção, nem percebia que era Toddy.

Hoje tudo mudou. A propaganda está solta e agressiva. O Cleber Machado aparece ao lado do Casagrande no Show do Intervalo carregando uma sacola do iFood, a Patrícia Poeta apresenta o É de Casa tomando café Melitta e afirmando, com toda animação, trata-se de um delicioso café Melitta. O Esporte Espetacular faz uma matéria de enduro falando mil vezes que o Jeep é o Renegade. E por aí vai.

Nas revistas e nos jornais, matérias são apresentadas como se fossem matérias, até que você percebe que se trata de conteúdo da Tim, da Claro, da Vivo.

A gente não sabe mais o que é ficção e o que é realidade, se bem que muitas propagandas mais parecem ficção. Aquele paninho passando uma vez só por cima do fogão engordurado e deixando tudo brilhando, sei não!

Eu gosto de publicidade, até já escrevi um livro sobre o assunto, o Alma do Negócio. Mas vou ser sincero, o lugar onde mais clico no Youtube ultimamente é no tal do pular anúncio.

[Crônica publicada no site da revista Carta Capital]

cartacapital.com.br

A arte de contar uma história simples de uma maneira tão delicada e emocionante. O desenho animado é lindo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O SOL DO FIM DE SEMANA

São as tais tenebrosas transações

Se os Brasil pensar um pouquinho, a rejeição de Bolsonaro chega a 100%

Investigação na marra

Na foto em destaque na primeira página, a redação do Apple Daily depois da varredura

Claudio Mor na página A2

Aquela velha história: quem sair por último apague a luz do aeroporto

Cresce uma onda para tirar esse maluco da presidência da República

Na foto em destaque na primeira página, a estreia do desenho animado Luca

Procura-se Lázaro!

Começou a grande liquidação

A vida voltando a ser como ela era. Isso em Tóquio.

Faroeste Caboclo

Nós nunca mais seremos os mesmos. A capa da Time.

Os crimes cibernéticos na capa da Economist

Na capa da italiana Il Venerdì, os arcos do logotipo das Olimpíadas aparecem distantes 2 metros de cada um. Uma grande sacada.

Apresentamos aos leitores do SOL, uma das revistas mais lindas e interessantes sobre viagem e cultura: a espanhola Altaïr

Na capa da Carta Capital: a burrice está se espalhando pelo Brasil

O Brasil chegando a meio milhão de mortos pela COVID na capa da Veja

Michel Doran reuniu conversas, cartas, frases dos último anos de Paul Cézanne, um gênio da pintura

O charme de sempre de Jane Birkin no novo disco Oh! Pardon tu dormais. No Spotify.

Como pegar uma vilã e contar a sua história. Um parênteses nos 101 dálmatas.

O site da Laerte faz um passeio por sua obra, tão cheia de genialidade

O cartunista agora goza de merecidas mini-férias

 

 

 

 

 

 

 

O SOL DE QUINTA-FEIRA

Com isso, teremos luz a preço de ouro

Lula lá? Eis a questão.

As bailarinas da São Paulo Companhia de Dança estão na capa da Ilustrada

Assim fica mais fácil fazer tenebrosas transações

Que mais Bolsonaro quer?

O encontro Biden-Putin está nas primeiras páginas de praticamente todos os jornais do mundo

Jeitinho brasileiro


O SOL promete comparecer à missa de sétimo dia

Um serial killer assusta o planalto central do país

Uma bela capa do jornal francês Libération

Biden e Putin também na capa da inglesa New Statesman

A inglesa New Scientist coloca a comida porcaria na sua capa

DO NOTÍCIAS DA TV

O tempo na Fox News de Houston, TV Fox 26, foi de tempestade com trovoadas depois que a repórter da previsão do tempo Ivory Hecker disse que a emissora estava a “amordaçando” e impedindo-a de noticiar fatos verdadeiros aos telespe… – Leia mais em https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/celebridades/reporter-e-demitida-apos-usar-previsao-do-tempo-para-acusar-chefes-de-censura-59559?cpid=txt

Esta semana, o cartunista Santiago é o convidado do ótimo papo com Aroeira e Miguel Paiva. No Spotify

O cartunista está agora gozando de merecidas mini-férias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O SOL DE QUARTA-FEIRA

Farinha pouca, meu pirão primeiro

Como assim? Bolsonaro não prometeu que nossa bandeira não seria jamais vermelha?

Esquenta o ano de 2022

O povo unido jamais será vencido

O negócio é ficar quietinho, não fazer nada e se reeleger nas próximas eleições

Prepare o seu bolso

Segue o seco

Sim, vai ter ajuda até as eleições

Isso é que é!

Resumindo: não vai acabar a mamata

Imagine no Brasil…

Dentro em breve teremos a viagem telepática

Você conhece o garoto da Pifaizer? Então conheça!

A capa da Vogue espanhola

A capa da alemã Zeit Magazine

Aguardemos para onde a Ju vai

O cartunista Aroeira agora goza de merecidas mini-férias

 

 

 

 

 

 

O SOL DE TERÇA-FEIRA

O último a sair apague a luz

Motociata é a coisa mais cafona da temporada

Laerte na página A2

Fake News já são consideradas pandemia

Cinza que te quero verde

Sim, o negócio é botar fé nessa rapaziada

A obsessão de uma genocida

… alguns gols e nenhum entusiasmo

A OTAN ressurge e aponta para a China

Mãos à obra!

Estão certas as mães

Lá vai a inflação subindo a ladeira

Onde o prefeito do Rio está com a cabeça?

Segue o seco

Bussunda vai virar série da Globoplay

O trocadilho do Libé é perfeito

A revanche da natureza na capa da Papiers, revista mensal francesa de cultura

A Vogue italiana

As semanais

O título pode parecer meio cruel, mas é perfeito

‘Revelação’ de Bonner é o tautismo da Globo marchando para o fim, por Wilson Ferreira

Em crise financeira e vivendo do rentismo, a Globo tenta salvar a imagem do seu jornalismo no mercado de notícias, fazendo um controle de danos das suas intervenções políticas, para manter a sua marca valorizada à espera de um comprador.

Desde cedo, nas redes sociais, William Bonner fez suspense: faria uma “revelação” na bancada do JN naquela noite. Até que o telejornal da Globo foi ao ar e a bombástica “revelação” nada mais era do que uma campanha para “humanizar” os jornalistas da Globo: nos intervalos, serão mostrados exemplos motivacionais da intimidade dos jornalistas e suas conversas fora do ar. Comprovar que apesar da “missão” os jornalistas são “humanos” também. Tudo pode parecer apenas uma canastríssima autopromoção, com direito a lágrimas e voz embargada de Renata Vasconcellos no final. Quando o jornalista vira o protagonista da informação é que a própria informação deixou de existir… virou autorreferência, metalinguagem, tautismo (autismo midiático + tautologia). Análogo ao processo catabólico de degradação onde o corpo começa a consumir seu próprio tecido muscular. Em crise financeira e vivendo do rentismo, a Globo tenta salvar a imagem do seu jornalismo no mercado de notícias, fazendo um controle de danos das suas intervenções políticas, para manter a sua marca valorizada à espera de um comprador.

O saudoso jornalista Paulo Henrique Amorim costumava dizer que a TV Globo morreria gorda. 

Com isso queria dizer que a emissora tem uma estrutura gigantesca que já não é mais sustentável por um mercado publicitário pulverizado – o outrora confortável modelo de negócios em que detinha 80% do mercado publicitário na base do esquema de BV (bonificação por volume) que mantinha com agências de publicidade desapareceu. 

A Globo perdeu um em cada três espectadores diante da concorrência, por exemplo, dos serviços de streaming como Netflix. Além dos celulares como novo meio hegemônico – se a TV chega a 97% dos lares, o celular alcança 94%: redes sociais como Youtube, Facebook e WhatsApp acabam ajudando a pulverizar a recepção das mídias.

Porém, a estrutura gigantesca da Globo foi construída num modelo ultrapassado de Studio System criado por Hollywood na sua fase áurea e abandonado pela Globalização – modelo de integração vertical e horizontal de gigantescos estúdios e cidades cenográficas que viram verdadeiras indústrias com atores, equipes técnicas e artísticas e produção como assalariados numa cadeia de valor desde o argumento até a exibição.

Para a Globo, hoje esse gigantesco ativo virou um passivo insustentável na atual mudança na estrutura de negócios. E complicando ainda mais com a retração econômica (cujo ponta pé inicial foi dado pela própria Globo com o bate bumbo da Operação Lava Jato que destruiu a cadeia produtiva nacional) e piorando ainda mais com a pandemia Covid-19.

Resultado: a família Marinho tornou-se uma rentista e a Globo está à venda, à espera de algum conglomerado internacional que compre o abacaxi – quem sabe, o bilionário mexicano Carlos Slim, empresário que no Brasil já controla a Claro, Net e a Embratel. Pelo menos o filho de Carlos Slim, Carlos Slim Domit, anunciou em reunião com Bolsonaro em 2019 que pretende investir R$ 30 bilhões no Brasil entre 2020 e 2022.

Não por menos, a Globo bancou o impeachment de 2016: primeiro, para adiar a entrada das gigantes tecnológicas Google e Facebook no Brasil; e segundo, para favorecer a banca financeira e o rentismo, do qual ainda sobrevive enquanto tenta se livrar do seu Studio System ultrapassado.

Controle de danos

O problema é manter a política de controle de danos à imagem da Globo, desde o golpe de 2016 – tentar limpar as mãos da lama psíquica da nação que teve que revolver trazendo para tona o “Brasil Profundo” para engrossar as massas de verde amarelo contra Dilma: pequenos escroques, acadêmicos e intelectuais obscuros, músicos que fizeram sucesso no passado e que foram esquecidos, ex-anônimos que confundiam militância profissional com fundamentalismo religioso e oportunistas, racistas, homofóbicos e saudosos do militarismo de toda sorte.

Depois, controle de danos: demitiu William Waack por racismo, promoveu jornalistas negros para o estrelato jornalístico da casa, inventou uma coisa chamada “afro-empreendedorismo” e turbinou pautas identitárias no telejornalismo.

Mas a sua atual estratégia de morde-assopra num jogo conjunto com a psyop da guerra híbrida militar que sustenta Bolsonaro (o atual presidente ainda é a única solução para implementar a agenda de reformas da Banca financeira) está cobrando um preço muito alto para o jornalismo da Globo – sobre isso clique aqui

Ódio e polarização política voltam-se contra a emissora: de um lado, os bolsomínios e a hashtag“#GloboLixo”; e do outro, as históricas críticas do campo progressista contra as manipulações do jornalismo da emissora desde o golpe militar de 1964. 

A sua reação é o tautismo (autismo midiático + tautologia), estratégia desesperada para as Organizações Globo criar um “fechamento operacional” que proteja o jornalismo da realidade ameaçadora e, ao mesmo tempo, transforme o jornalismo numa espécie de propaganda de si mesmo – esquema autopromocional para valorizar o jornalismo global no mercado de notícias. E manter a um Globo uma marca atraente para possíveis compradores. 

A “revelação” de Bonner

Dessa maneira, a linguagem jornalística transforma-se radicalmente: vira auterreferencial, metalinguística, na qual o jornalista vira o protagonista da própria informação. E a função referencial da notícia se perde ao virar propaganda de si mesma.

Nos primórdios da Internet, me lembro bem, o brasileiro morria de medo de comprar qualquer coisa online. Dar o número do CPF, do cartão de crédito, data de validade, código de segurança? Nem morto!

O brasileiro saia de casa com o dinheiro na mão pra comprar qualquer coisa. Comprar de tudo, fazer o supermercado, comprar o pão de cada dia, e comprar também coisas grandes: geladeira, televisor, sofá, cama, colchão.

Além de ter certeza de que não estava revelando seus dados pra ninguém, ele gostava de ver tudo de perto. Ligar o televisor, ver o corte do jogo de facas, a tampa da garrafa térmica, abrir e fechar a porta da geladeira, medir a cama King Size para saber se cabia no quarto de casal.

Ai veio a pandemia!

Aos poucos, ele foi criando coragem e arriscando. A primeira vez que comprou meia dúzia de pratos na Tok Stok, ficou com o coração na mão e batendo disparado.

Será que vai dar certo?

Será que não vou cair num golpe?

Vão entregar em três dias úteis?

Chegarão inteiros os pratos?

Chegaram! No dia certo, na hora certa, inteirinhos, embalados em papel bolha e tudo. Aí o brasileiro disparou a comprar pela Internet, sem medo de nada, sem medo de ser feliz.

Com a portaria do meu prédio transbordando de compras, a síndica teve de fazer um puxadinho pra armazenar os pacotes que chegam a cada minuto. Caixas de aspiradores, liquidificadores, televisores, forninhos, pacotes de travesseiros, edredons, livros, tem de tudo.

E pedir comida?

Entre meio-dia e duas da tarde, vejo aqui da janela pelo menos uns seis entregadores na porta do prédio, esperando os moradores virem buscar seus pedidos.

Hambúrgueres

Estrogonofes

Esfirras

Feijoadas

Bifes à milanesa com fritas

Risotos

Japas

O cardápio é variado, sempre acompanhado de Coca, Guaraná, Fanta, Cerveja, suco de laranja, de mexerica, de uva, de melancia, de morango.

Verdade seja dita. Depois de trabalhar a manhã inteira no home office, ninguém tem coragem de pilotar um fogão e o que mais se ouve nesta hora é:

O que você acha da gente pedir?

O mundo delivery está a todo vapor. Outro dia desci para buscar o meu almoço e uma mocinha chegou junto comigo. O porteiro entregou a ela um embrulho meio enjambrado do Magalu e ela respirou aliviada:

Que bom, chegou o meu espanador!

[Crônica publicada no site da revista Carta Capital]

cartacapital.com.br

No cardápio:

 

Para ler, acesse gamarevista

O que tem a ver os cruzamentos com a pandemia? Alguém explica?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O SOL DE QUINTA-FEIRA

Alberto Férnandez no mato sem cachorro

Quem disparou o tiro?

Uma confusão do Peru

Benett na página A2

O Brasil está caminhando de Jetsons pra Flintstones

E la nave và!

Uma história sem fim

Energia limpa! No Chile!

#somostodoscastillo

O Brasil não, mas a inflação decola

Porque esse cara não cala a boca?

Ontem tem confusão, tem Bolsonaro

Mais uma morte, mais um protesto, mais uma foto na primeira página

A frase de Férnandez foi pra manchete principal do jornal de oposição a seu governo

Na capa do Libération: os 50 anos dos Médicos sem Fronteiras

 

O Ibope da Globo deu uma desbancada nos últimos dias

NOTA 10

Para a série Adnet na CPI. Todos os pequenos episódios são ótimos.

NASCE UM JORNAL!

O nome dele é O Estado do Piauí. No primeiro número, um belo artigo sobre as reações humanas à pandemia e uma boa entrevista do o ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro. O SOL saúda O Estado do Piauí. Para ler: http://www.oestadodopiaui.com/