UMA VOLTA POR AÍ

O suplemento Aliás, do diário italiano Il Manifesto, publica em seu último número uma matéria de capa intitulada “Viagem ao Brasil”. Quem faz o roteiro dessa triste viagem é a ex-ministra da Cultura Ana Maria Buarque de Holanda.

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A capa da New Yorker, já em clima natalino

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India Style, vista pela revista francesa M

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Enquanto por aqui vivemos a expectativa de sol forte todos os dias, na cidade siberiana de Krasnoyarsky, o clima é e será mais ou menos assim nos próximos seis meses. A Maju de lá vai informar, todos os dias, que a previsão é de muito frio, sempre abaixo de zero.

[foto Reuters]

 

QUERIDA, ENCOLHI O JORNAL

É visível o emagrecimento e o empobrecimento dos jornais brasileiros, ainda no papel. Dá uma certa tristeza quando pegamos o caso da Folha de S.Paulo, por exemplo. O jornal já teve cadernos como Folha Verde, Folhinha, Ciência, Sinapse, Equilíbrio, Folhateen, entre outros, sem contar o suplemento semanal condensado e traduzido do New York Times. E sem contar a revista Serafina, que não dá as caras faz meses. Mas o assunto aqui é a revista semanal São Paulo, que circula na edição de domingo apenas para a cidade de São Paulo. É cada vez mais visível a ligação da revista com o Departamento Comercial. Enquanto revistas semanais que circulam em jornais como a New York Magazine, a M (do Le Monde), a Venerdì (do La Repubblica), a El País Semanal, a Süddeutsche Zeitung Magazine, entre outras, investem pesado na reportagem, a revista São Paulo é apenas uma pálida imagem da cidade. É comum números especiais como Noivas, Reformas, Restaurantes, Dia dos Pais, Dia das Mães, Dia das Crianças, Natal, Páscoa, nitidamente atreladas aos anúncios. Mas agora, temos a impressão de que se tem anúncio, a revista circula, se não tem, não circula. Basta ter um feriado prolongado, ou isolado no meio da semana, para a revista simplesmente não circular. Este fim de semana, o leitor acostumado com o jornal, procurou, procurou e não encontrou a revista no domingo. O jornal não deu a menor explicação – ou desculpa – ao leitor. A impressão que deixou foi a de que não teve anúncios suficientes. O problema vai ser quando o jornal não tiver publicidade suficiente e o assinante abrir a porta de manhã em casa e não encontrar o seu jornal em cima do capacho. Será que chegaremos ao ponto de se não tiver anúncio, não tem jornal?

[AV]

UMA VOLTA POR AÍ

Se você procurou nas primeiras páginas dos jornais brasileiros, as manifestações de sábado em Paris, com mais de 150 pessoas presas, não encontrou nada. Minimizaram o noticiário, que foi parar apenas nas páginas internas. Basta dar uma espiada nas primeiras páginas dos três principais jornais do país e nas primeira páginas dos dois maiores jornais de Portugal, por exemplo. E olha que temos um fuso horário razoável a nosso favor.

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O jornal juvenil do jornal francês Libération continua investindo pesado na informação aos jovens e futuros leitores. O assunto de capa da semana são as manifestações dos coletes amarelos que incendiaram Paris. Explicam tintin por tintin.

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Um varal de revistas do mundo

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Até agora ninguém sabe o motivo que um Papai Noel apareceu de amarelo para participar da corrida dos bons velhinhos em Michendorf, na Alemanha. Será que foi só pra aparecer?

[foto DPA]

FAMOSO QUEM

Pouco se falava do cantor sertanejo Eduardo Costa, a não ser no meio artístico, digamos, rural. Mas o Brasil tem dessas coisas. Bastou Costa rasgar o verbo contra a apresentadora do programa Amor & Sexo, Fernanda Lima, para ele ganhar as páginas dos jornais. Fernanda, que fez uma espécie de editorial feminista (muito bacana, por sinal) no programa, foi atacada por Eduardo Costa que a chamou, inclusive, de imbecil. Bastou isto, para Eduardo Costa ficar famoso, dando até entrevista ao jornalista Pedro Bial, no programa Conversa com Bial, coisa inimaginável há dois meses. Parece que ele percebeu que, em nosso país, basta falar merda que fica famoso. Poucos dias depois, quando a história com Fernanda Lima (que abriu dois processo contra ele) começou a esfriar, ele soltou outro torpedo para voltar à mídia. Criticou aqueles que estavam arrasados com a morte do cachorro na porta do Carrefour, morto por um segurança do supermercado. E voltou. Já está à mil nos sites de fofoca. Resumo da ópera: Falar merda no Brasil dá mídia. Detalhe: Eu continuo sem conhecer nenhuma música que Eduardo Costa canta.