JORNALISMO COMPARADO

VillasNews reuniu manchetes sobre o discurso do presidente da República na ONU da imprensa tradicional e compara com as manchetes da imprensa alternativa, independente ou nanica, como queiram. Observamos que a imprensa tradicional baseou-se unanimemente na defesa de Bolsonaro quando ele diz que o Brasil é alvo de uma campanha de desinformação. Deixaram de lado todas as mentiras que falou durante os seus 15 minutos de fama. Agora veja como a imprensa independente tratou o mesmo assunto:

Bolsonaro acusou a Venezuela de derramar criminosamente óleo em nosso litoral e disse que se a Amazônia está pegando fogo, a culpa é dos índios que colocam fogo nas suas terras. Percebem que a imprensa independente está mais verdadeira, mais crítica a um governo que mente descaradamente?

 

EM 15 MINUTOS, BOLSONARO ESCONDE SUA IRRESPONSABILIDADE NA ONU

Em um discurso que durou exatos 15 minutos, Bolsonaro ignorou todas as suas irresponsabilidades pessoais e de seu governo com referência a pandemia do coronavírus e mentiu descaradamente. O presidente da República não disse que receitou a Cloroquina para combater o vírus, que andou sem máscara pelas ruas da periferia de Brasília, que chamou a epidemia de “gripezinha”, que disse que o vírus só atinge os mais idosos, nada disso. Quis passar a impressão de que o Brasil é um exemplo para o mundo e que se alguém acha que não é verdade, é porque acredita em fake news. Bolsonaro acusou a Venezuela de derramar criminosamente óleo em nosso litoral, baseado em nada. E afirmou que são os índios que, ao colocar fogo nos seus roçados, incendeiam a Amazônia. Bolsonaro tentou mostrar ao mundo que o Brasil está no rumo certo e que ele não faz uma burrada atrás da outra. Vai acreditar quem quiser. 

O SOL DE TERÇA-FEIRA

Inflação da Covid: um novo vírus na praça

Neste governo, a gente nunca sabe se nega mesmo, ou se ficou com medo da repercussão

Heleno mente sobre o que estrangeiro pensa da Amazônia

Na foto (de Edilson Rodrigues) em destaque na primeira página, senadores agora votam sem descer do carro.

Black lives matter

Enquanto o Pantanal arde em chamas, um tal de general Heleno diz que é manipulação de informações

O Brasil é mesmo incrível

Na ilustração em destaque na primeira página, o mapa da tragédia

O atraso da ciência

É o mínimo que se pode fazer com um prefeito como Marcelo Crivella

Paulo Marinho e Flavio Bolsonaro, ex-muy amigos, no traço de Chico Caruso, na primeira página

Na foto da primeira página, objetos da umbanda e do candomblé que estavam presos no Dops, foram libertados e já estão no Museu da República

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PARA LER:

https://gamarevista.com.br/semana/?utm_medium=Email&utm_source=NLSemana&utm_campaign=SemanaGama

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A morte do ator francês Michael Lonsdale aos 96 anos, na capa do Libération

É curioso a TV Cultura afirmar que o programa Roda Viva está homenageando os 70 anos da televisão, entrevistando ícones da telinha. Ana Maria Braga é mesmo um ícone e isso há décadas. Acontece que a apresentadora Vera Magalhães e a bancada composta por Paulo Sampaio, do Portal UOL, Renata Simões, da TV Cultura, Fefito, do UOL e da TV Gazeta, Ana Lúcia Ribeiro, da TV Democracia e Janaina Nuns, da Record TV, focaram quase que exclusivamente na vida pessoal da apresentadora do Mais Você. Perguntaram sobre religião, namoro, assédio moral, o que ela não gosta de comer, fofoca, fake news, mas sobre os 70 anos da televisão, praticamente nada.

O SBT afiou o facão e vai começar um corte brutal em seu quadro de funcionários. O primeiro da lista foi anunciado nesta segunda-feira (21); Roberto Cabrini, há onze anos na casa apresentando o Conexão Repórter. Cabrini sempre teve um índice de audiência razoavelmente bom, mas não trazia publicidade. Como Silvio Santos está com um olho na audiência e outro no dinheiro, resolveu demitir Cabrini, um dos mais altos salários do capenga e instável Departamento de Jornalismo.

O Programa Papo de Mãe, conduzido pelas jornalistas Mariana Kotscho e Roberta Manreza, inicialmente na TV Brasil e depois na TV Cultura, acaba de completar onze anos no ar. Um feito. O simpático Papo de Mãe já abordou centenas de assuntos, todos de interesse dos pais. Com o novo normal, certamente vai ter renovada sua pauta. Tem muita coisa para ser discutida e o Papo de Mãe faz com seriedade e criatividade.

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FLÁVIO BOLSONARO FOGE DA JUSTIÇA

O senador Flavio Bolsonaro simplesmente não apareceu para enfrentar cara a cara,  olho no olho, o empresário Paulo Marinho, que o acusou de ter ficado sabendo do vazamento de uma operação contra seu ex-assessor Fabricio Queiroz, o chefão das rachadinhas, seu amigo pessoal. A acareação estava marcada para a tarde desta segunda-feira (21). A defesa de Fábio Bolsonaro alegou que ele não compareceu porque tinha uma agenda a ser cumprida no Amazonas. Acredite, quem quiser. Mas a pergunta continua no ar: porque será que o filho do presidente da República está fugindo da Justiça?

 

POLÍCIA PROCURA QUEM DERRUBOU SUASSUNA NO CENTRO DE RECIFE

A semana começou triste. Quem passasse na Rua da Aurora, no centro de Recife, ia ver uma cena de um país no fundo do poço. A estátua com 1m80 de altura do dramaturgo, ensaísta, poeta e professor Ariano Suassuna caída na calçada, com as pernas quebradas. A polícia não tem pistas dos autores do vandalismo. Bêbados? Direitistas que sonham em acabar com a nossa cultura? Maloqueiros? Ninguém sabe, ninguém viu. A estátua é obra do artista plástico Demétrio Albuquerque e integra o Circuito de Poesia de recife há três anos. Com a ajuda de câmaras (se estiverem funcionando), a polícia espera chegar aos autores. 

O SOL DE SEGUNDA-FEIRA

Aos poucos, o retrato do Brasil de Bolsonaro vai sendo revelado

Difícil apontar quem é o pior ministro do governo, mas Dalmares é uma forte concorrente

Esta é a única notícia que encontramos sobre a pandemia nas primeiras páginas dos principais jornais do país

Na imagem em destaque na primeira página, a fotógrafa Mathilde Missioneiro registra flagrantes de São Paulo durante a pandemia. Até exposição drive-thru ela encontrou.

Celso Russomano está em primeiro e Covas em segundo. (Veja mais abaixo)

O novo normal não vai ser tão fácil assim

Amanhã será uma espécie de Primeiro de Abril na ONU. E o Brasil se preparando para passar mais um vexame.

Verde que não te quero verde, A foto em destaque na primeira página (de Tiago Queiroz), mostra mais uma obra frustrada da Prefeitura de São Paulo.

É nessas horas que a gente se lembra: “É só tirar o PT que acaba a corrupção”

E ainda querem amenizar a pena para os corruptos

Em plena pandemia, cai a máscara de Bretas e Dallagnol

Não deu praia. A bela foto na primeira página é de Antônio Scorza

O rapper Emicida está só crescendo e aparecendo. Lançando livro infantil novo, ele vai deixando de ser unicamente um rappper.

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DEU NO ESTADÃO DE ONTEM:

As aulas estão voltando (Época) e o Pantanal acabando (Isto É)

A morte da jornalista Rossana Rossanda, fundadora do diário comunista italiano Il Manifesto, aos 96 anos de idade

O jornal La Repubblica dedicou, além de uma chamada na primeira página (acima), três páginas a dama da esquerda

As receitas apresentadas por Raiza Costa no programa Rainha da Cocada (GNT) – como um ratinho de trufas ao chocolate – nem são assim os pontos fortes do programa. Mas a produção e o visual do programa merecem ser mostrados em escolas de Jornalismo. Nota 10.

Quem são esses dois à direita? Ariel Palácios e seu irmão gêmeo?

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MINHA VIDA DE CACHORRO

Venho dessas famílias que a gente diz: na minha casa sempre teve cachorro. Sim, sempre teve cachorro. Foram quatro: Jolie, Tupi, Pink e Fly. Cachorros soltos dentro de casa e no terreiro, daqueles que se engasgavam comendo osso de frango no domingo depois do almoço. Ainda não havia petshop, ração, brinquedinho, caminha, xampu, nada disso. Bebiam água numa lata de goiabada da Cica. Iam uma vez aos posto da Prefeitura pra vacinar contra a raiva. E só. Depois de muito lutar para não ter um cachorro, na quarentena adotamos o Canela. Vira-lata, foi abandonado num Posto Ipiranga no meio da estrada. Tive logo a ideia de dar o nome a ele de Guedes. Ouvi um sonoro não de todos aqui. Seria muita humilhação para ele. Chegou Bob e ganhou um novo nome, Millôr, que durou umas duas horas. Ficamos lembrando de nomes de cachorros e quando ele ouviu Canela, abanou o rabo e veio todo serelepe. Virou Canela imediatamente e sempre atendeu por esse nome. Acreditamos que ele era Canela desde pequenininho. O Canela é o vira-lata mais nobre do pedaço. Senta esquio esperando eu colocar o tênis, pegar o saquinho plástico, a máscara, a coleira. Chegou aqui sem saber o que é elevador. A porta abria e ele ficava olhando, não entrava. Agora só falta apertar o botão S1 quando saímos pra passear. Aprendeu a não fazer xixi na garagem, sabe esperar a hora do passeio e – acredite – pede colo depois de nos acompanhar no café da manhã. Fica observando a mesa, sem sequer enfiar o focinho onde não foi chamado. A gente aqui em casa vive dizendo que se fosse fêmea chamaria Gilda, porque não existe cachorro como Canela. Metódico, dá nove horas vai para o cômodo onde funciona o home office da Paulinha e fica esperando a hora do tabalho dela. Divide as atenções durante o dia. No final da tarde vem pro meu escritório e deita na caminha esperando a hora do passeio. Paramos de dar ração e fizemos a comida dele. Descobrimos que o açougue do supermercado tem uma carne  que chama retalho. É um mix de carne, pedacinhos que sobram daqui e dali na hora do corte. Do acém ao filé mignon, do patinho ao colchão duro. A comida é simples e fácil de fazer. Sem gordura, sem sal e ele ama. Abandonou a ração de vez, não suporta o cheiro. Será que criamos um monstro? O Canela alegrou nossa vida nessa pandemia. Tem horas que ele parece o Brian da Family Guy. Dá impressão de que vai sentar na mesa conosco e discutir filosofia. Canela não morde, late só na rua e adora brincar com os outros cachorros. Se deu bem com a Shakira e a Cher, das nossas filhas. Acho que ele percebeu que estava escrevendo sobre ele. Só acordou agora e veio abanando o rabo, feliz da vida. 

[ilustração Rebeca Campbell]

TRÊS COISAS ANTES QUE EU ME ESQUEÇA

As paredes são frias, pintadas à óleo, uma combinação de creme com cinza. O barulho é baixo, mas intenso e o pisca-pisca de números e curvas, mais ainda. O cheiro é uma mistura de éter, álcool, clorofórmio, um odor que lembra o cómodo das farmácias de antigamente, onde tomávamos injeção de Benzetacil. Não tem graça nenhuma e o andar apressado do pessoal da linha de frente deixa sempre a impressão de que alguém está indo embora para nunca mais. Às vezes não, apenas é hora de um pequeno procedimento. Os olhos nos aparelhos são atentos, no relógio, no pulso. A vontade de respirar fundo é grande, fazer contraste com aquela dificuldade de aspirar e expirar das pessoas ali. Os pulmões fragilizados viram pra lá e pra cá e vão, aos poucos, transformando-se em farelo nas radiografias que só trazem tristeza. Ultrapassamos os cento e trinta e quatro mil mortos. Do lado de fora faz sol e a vida é mais colorida que aqueles cobertores verdes. Aqui fora, discutem a volta às aulas, a abertura das casas de espetáculo, o shopping a todo vapor, a galera na arquibancada, essas coisas.

Sinceramente, vontade de sair andando a esmo, sem destino, tipo Paris-Texas, tipo Werner Herzog quando escreveu Sur le Chemin des Glaces, sem lenço e sem documento. Sair reto, subir a Catão, ganhar uma estrada, atravessar sete mares, subir montanhas, chegar a Zona da Mata, comer algumas mangas Ubá até enfarar. Reencontrar paisagens, velhos amores e seguir adiante. Subir a América do Sul tipo Diários de Motocicleta, fazer uma pequena revolução. Derrubar o governo da Bolívia e, na Colômbia, soltar um rojão. Revisitar o museu Botero, comer frutas exóticas e seguir caminhando pela estrada de ferro que não vai dar em nada. Ali é o fim do mundo. Vontade de abrir a porta, descer as escadas, deixar as janelas abertas sem se importar se vai chover no sofá, se vai molhar os livros, se vai estufar o chão. Esquecer todos os compromissos, nem que seja por vinte e quatro horas. Não, vinte e quatro horas é pouco. Trinta e seis. Construir um barco, tipo Fitzcarraldo.

Eu tinha uma verdadeira paixão por mapas. Ficava imaginando tempos de outrora, quando navegantes aventureiros saiam singrando pelos mares à procura de novas terras. Gostava de mapas simples e de mapas antigos, aqueles rebuscados, em cor sépia, imitando pergaminho. O meu caderno de Geografia era um capricho só. Tinha um unicamente de mapas. Sou do tempo em que não havia Tocantins, nem Mato-Grosso do Sul. O Acre, Rondônia, Roraima e Amapá eram territórios e tudo isso estava nos meus mapas, cada estado, cada território de uma cor. Goiás era roxo, Minas Gerais era verde e eu já ia me esquecendo do estado da Guanabara, que existia também. Só depois, eu menino ainda, acrescentei dentro de Goiás aquele retângulo, o Distrito Federal. Gostava de imaginar lugares novos, países das maravilhas, terras do nunca. Fazia mapas de cidades, de estradas, copiando aqueles da Quatro Rodas. Até hoje gosto de mapas, espetar alfinetes com a cabeça colorida nos lugares por onde já andei. Me impressionava o Chile tão comprido, a Itália uma bota, o nariz de Minas Gerais, a Bélgica tão pequena. Me perdia naquela União Soviética imensa e despovoada, como a Amazônia. Ver um mapa mundi estendido no chão do meu quarto era a glória. Ainda é, porque meu sonho é conhecer o Zaire, a Zâmbia, o Butão, países que acabei de localizar e que muitos acham que são países que não estão no mapa.

O SOL DE SEXTA-FEIRA

O governo Bolsonaro vai entrar para a História. Pela incompetência

Na foto de Lado de Almeida, em destaque na primeira página, o nosso país vai, literalmente, acabando a olhos vistos

Quem é o pernambucano Jones Manoel, o historiador que Caetano cita?

O problema da educação brasileira na pandemia parece que não tem solução

Caso de Bolsonaro significa seu desejo direto de intervir na Polícia Federal

Na foto de Daniel Teixeira, em destaque na primeira página, a fumaça que sobe no Norte e no Centro-Oeste e chega a São Paulo

O governo Bolsonaro é um governo cercado de escândalos por todos os lados

O governador Witzel na corda bamba, enquanto o prefeito Crivella parece ter um pacto com alguém

Quer que o Chico Caruso desenhe?

O problema é muito maior do que apenas uma minúscula chamada na primeira página de jornal

Na foto de Franklin Jacinto, da Reuters, na primeira página, era uma vez Flamengo: 5 a 0 para o Independente Del Valle, pela Libertadores, em Quito

 

Um achado: Um perfil de Dom Pedro II escrito por Machado de Assis escrito em 1859

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Na capa da Carta Capital que começa a circular hoje, o Doutor Drauzio Varella dá uma verdadeira lição sobre a pandemia. A Veja mostra que é chegada a hora de voltar às aulas. 

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A matéria no Globo Esporte de quinta-feira (17) no Globo Esporte, sobre a maldição do São Paulo foi boa. Mas o repórter (Fernando Vidotto) quebrando (literalmente) um espelho, passando debaixo de uma escada e apontando uma sexta-feira 13 no calendário, não sei não. O GE vive fazendo graças e excessos.

Na capa da Ilustrada, os 70 anos da televisão brasileira

SEM COMENTÁRIO

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O LABIRINTO

Sonho com labirintos que não existem. Acordo pensando naqueles dos palácios de Viena e vejo-me aqui neste que existe na Lapa. Quartos, sala, cozinha, banheiro, revistarias, escritório, varanda. Poucas plantas, nada a ver com aqueles labirintos transbordando de glicínias que avançam e fecham qualquer saída. Não quero me perder por ai, sentir os pés no chão, andar ligado, mas ao mesmo tempo ser um mutante esperando a vacina no braço, na língua, onde for. Russa ou chinesa, não importa. Quero sair daqui, dar passos largos, sentir o cheiro de gasolina saindo do motor. Se não fosse a música permanentemente no ar, os livros em cima da mesa, as revistas, os jornais, se não fosse minha família, se não fosse o bife à milanesa que espalha seu cheirinho bom pela casa, já teria avançado sobre as glicínias, não tenho dúvidas. 

O SOL DE QUINTA-FEIRA

 

De uma coisa temos certeza neste governo Bolsonaro: eles não sabem fazer contas

As autoridades insistem na volta às escolas, nem que seja para a formatura

O cartunista Benett sabe que não dá voltar nessa correria

Resumindo: o auxílio emergencial vai continuar até dezembro, mas não é bem assim

Jaboticabal só tem no Brasil

Porto Alegre News

As aulas vão retomar em novembro e terminar em dezembro? É isso?

Neste governo, qualquer coisa faz a educação perder verbas

Festa estranha com gente esquisita

Na foto em destaque na primeira página, projeções em prédios iluminam a cidade

Até a cegonha está em crise nessa pandemia

Trata-se de um bom emprego

E o vice-presidente Mourão prometendo sobrevoar a Amazônia com estrangeiros. Já devem estar estudando o circuito ainda com floresta

O último político carioca que sair apaga a luz do Aeroporto Tom Jobim, ok?

Na foto em destaque na primeira página, a reabertura do Centro Cultural Banco do Brasil com a exposição de Ivan Serpa

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Neymar, suspenso por dois jogos, na capa do jornal francês L’Équipe

Ótimo bate-papo do jornalista Mino Carta com o Doutor Drauzio Varella no site da revista Carta Capital

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MAPAS

Eu tinha uma verdadeira paixão por mapas. Ficava imaginando tempos de outrora, quando navegantes aventureiros saiam singrando pelos mares à procura de novas terras. Gostava de mapas simples e de mapas antigos, aqueles rebuscados, em cor sépia, imitando pergaminho. O meu caderno de Geografia era um capricho só. Tinha um só de mapas. Sou do tempo em que não havia Tocantins, nem Mato-Grosso do Sul. O Acre, Rondônia Roraima e Amapá eram territórios e tudo isso estava nos meus mapas, cada estado, cada território de uma cor. Goiás era roxo, Minas Gerais era verde e eu já ia me esquecendo do estado da Guanabara, que existia também. Só depois, eu menino ainda, acrescentei dentro de Goiás aquele retângulo, o Distrito Federal. Gostava de imaginar lugares novos, países da maravilhas, terras do nunca. Fazia mapas de cidades, de estradas, copiando aqueles da Quatro Rodas. Até hoje gosto de mapas, espetar alfinetes com a cabeça colorida nos lugares por onde já andei. Me impressionava o Chile tão cumprido, a Itália uma bota, o nariz de Minas Gerais, a Bélgica tão pequena. Me perdia naquela União Soviética imensa e despovoada, como a Amazônia. Ver um mapa mundi estendido no chão do meu quarto era a glória. Ainda, porque meu sonho é conhecer o Gabão, a Zâmbia, o Zaire, o Butão, países que acabei de localizar e que muitos acham que são países que não estão no mapa. 

O SOL DE QUARTA-FEIRA

Resumindo: aquele Bolsonaro paz e amor dura apenas algumas horas

…mas apenas Goiás e Pernambuco conseguiram atingir suas metas

Na foto em destaque na primeira página, esse acordo nos faz lembrar uma frase do saudoso Millôr Fernandes: porque brigam tanto por um Oriente que é apenas médio?

No Brasil, a polícia mata negro e não paga nem o enterro. Verdade.

É sempre bom lembrar que o presidente da República disse recentemente que ONG é um “câncer difícil de extirpar”

E o ministro da Economia Paulo Guedes – uma espécie de Velhinho de Taubaté – continua achando que o Brasil já está decolando

Literalmente, começou uma guerra comercial

Só lembrando que Bolsonaro disse há alguns meses: “Não vou entrar nas eleições deste ano”

Chico Caruso ilustrando o jogador e o juiz, ainda sem cartão vermelho

Na foto em destaque na primeira página, todos de costas para o Irã

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Ops…

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Quem afirmava que bom mesmo seria apenas o primeiro episódio de Amor & Sorte (terças, depois de Fina Estampa, na Globo) caiu do cavalo. O segundo, com Lázaro Ramos e Taís Araújo, foi muito divertido. Um inesquecível noite do panelaço.

O programa Pingos nos Is, na Jovem Pan, que chama a Covid-19 de vírus chinês, encontrou uma médica que garante que o coronavírus foi criado num laboratório do país do Mao

PAISAGE INTERVENIDO

foto Álvaro Fernández Prieto

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SEM DESTINO

Sinceramente, vontade de sair andando a esmo, sem destino, tipo Paris-Texas, tipo Werner Herzog quando escreveu Sur le Chemin des Glaces, sem lenço e sem documento. Sair reto, subir a Catão, ganhar uma estrada, atravessar sete mares, subir montanhas, chegar a Zona da Mata, comer algumas mangas Ubá até enfarar. Reencontrar paisagens, velhos amores e seguir adiante. Subir a América do Sul tipo Diários de Motocicleta, fazer uma pequena revolução. Derrubar o governo da Bolívia e, na Colômbia, soltar um rojão. Revisitar o museu Botero, comer frutas exóticas e seguir caminhando pela estrada de ferro que não vai me levar a nada. Vontade de abrir a porta, descer as escadas, deixar as janelas abertas sem se importar se vai chover no sofá, se vai molhar os livros, se vai estufar o chão. Esquecer todos os compromissos, nem que seja por vinte e quatro horas. Não, vinte e quatro horas é pouco. Trinta e seis. Construir um barco, ser Fitzcarraldo.

[ilustração Katharina Bitzl]

O SOL DE TERÇA-FEIRA

Vênus superstars em destaque na primeira página do Estadão

Poderíamos chamar o decreto do governo de “corte emergencial”

Nos tempos de repórter do telejornal Aqui Agora, Russomano tinha um bordão: “Tá bom pra você?”

Na foto em destaque na primeira página, o fogo que é o maior inimigo da onça

A viagem da Folha chegou aos Países Baixos, passando por Portugal. Mais um capítulo da boa série da Folha: Estado Alterado.

O adeus a Shere Hite, autora do Relatório Hite tanto discutido nos anos 1970

O governo tirando o cobertor dos idosos para dar aos mais novos

Acabaram os quatro meses de experiência

LEITURA RECOMENDADA:

O cronista, autor do delicioso Pai dos Burros, fez uma crônica que é um verdadeiro prato cheio

Brasil, pátria desalmada

É aquele velho ditado: “depois que a casa pegou fogo…”

Não tem jeito, o governo do Rio não aprende a lição

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Vênus foi destaque nas primeiras páginas de jornais de vários países do mundo, entre eles o espanhol El País

Sentar numa mesa para bater um papo com Boni, o José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, sempre rende muito assunto. São boas histórias que não acabam mais, principalmente sobre a televisão brasileira, já que é um professor. Na noite de segunda-feira (14), o Boni sentou no centro do Roda Viva para conversar com amigos. O papo rendeu? Rendeu, mas poderia ter rendido muito mais se os companheiros de bancada fossem outros. Ficou a impressão de que foram convocados para entrevistar o mago da TV, um grupo de amigos. Uma “roda amiga”, como ele mesmo disse no início do programa. O que Joyce Pacowitch tem a ver com a televisão para estar ali? Não seria melhor um Mauricio Stycer? Um Jô Soares? Uma Cristina Padiglioni? Um Carlos Alberto da Nóbrega? Estavam lá Roberto Muylaert, Maria Adelaide Amaral, Zeca Camargo e o repórter (ex-Globo) Tonico Ferreira. Algumas perguntas estapafúrdias foram feitas (“porque Derci Gonçalves o idolatrava?”). Uma pena. A conversa poderia ter sido mais interessante se tivessem focado mais nos tempos atuais em que a TV passa por uma crise de identidade, do que no saudosismo global. Noventa por cento da entrevista foram causos da TV Globo, emissora que ele praticamente inventou. Para quem já conhecia as histórias, não passou de um vale a pena ver de novo. A grande revelação de Boni foi dizer que “o Roberto Marinho morreu achando que eu ainda trabalhava na Globo”. Nos últimos anos de vida, “ele não lembrava quem era Silvio Santos”. Essa história eu não sabia. [Alberto Villas]

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UM TUCANO NO SUFOCO

Publicada no site da reviser alemã Der Spiegel, a fotografia mostra um tucano num galho de uma árvore no Pantanal, que hoje é só fogo e fumaça.

[foto Mauro Pimentel/AFP]

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