O SOL DA TERÇA-FEIRA

O PSOL no segundo turno e com 45 por cento dos votos é um fato inédito em São Paulo

A esperança, de pé

Já perceberam que todo acusado de estrepo nega o crime?

Na foto em destaque na primeira página, a terceira vereadora mais votada do Rio, Monica Benício, viúva de Marielle Franco. Ela tem um objetivo bem claro: acabar com a epidemia de Bolsonaros.

Laerte, na página A2

Na capa da Ilustrada, Martinho da Vila, 82 anos, e o seu disco novo, um canto ao tão maltratado Rio de Janeiro.

A vacina de Oxford, que pode chegar aqui em março, na manchete principal

O autoproclamado candidato eleito, Donald Trump, ainda se agarra no osso

Na foto em destaque na primeira página, técnico trabalha no laboratório onde está nossa esperança

A vacina de Oxford também está na manchete principal do Globo

Na foto em destaque na primeira página, o laboratório onde está sendo desenvolvida a vacina contra a Covid-19.

Perguntamos: qual será o veredito final desta triste história?

Sorry, Estado de Minas, não tem Cristo que salve este 2020

A morte de Lupo, um cockier spaniel do Príncipe Willian e Kate, duque e duquesa de Cambridge, nas primeiras páginas do Daily Telegraphe e do Times

New Traditions, por Barry Blitt, na capa da New Yorker

Morno, morno, morno o Roda Viva da noite de ontem, com Bruno Covas e Guilherme Boulos. Gostamos de ver o candidato do PSOL dizendo que o seu sonho é viver “na cidade da propaganda eleitoral do Bruno Covas”.

Patricia Kogut, no Globo, dá nota máxima para Falas Negras. Foi o que fizemos ontem, aqui no Sol.

As pautas da revista eletrônica Gama são sempre muito boas.

PARA LER:

https://gamarevista.com.br/capa/como-descansar/

 

 

O SOL DE SEGUNDA-FEIRA

Números podem interessar, mas o que importa mesmo são a vidas pretas.

Pela lei, não se mata ninguém neste país. A pena de morte não existe no Brasil.

O racismo no Brasil é cada vez mais evidente.

O triste cartum de João Montanaro na página A2.

Na manchete principal, a luta de um jornal para mostrar que o Brasil está decolando.

Na foto em destaque na primeira página, o Museu da República, no Rio, recebe peças africanas da maior importância, capítulos importantes da nossa História.

A Rádio France International matou 60 persalidades de uma só vez.

A diferença é que, 60 anos depois, a tardinha cai, o barquinho vai e uma bala perdida atravessa o céu da outrora Cidade Maravilhosa.

Procurando, o jornal acha uma notícia boa para a manchete principal, para aliviar nossa dor.

Sete testemunhas oculares da história se calaram. Quem cala consente.

Aqui está uma prova de que o presidente da República lê (meio gaguejando) tudo que escrevem para ele.

Na foto em destaque na primeira página, murais com personalidades negras também importam.

Pelo texto, pela pauta, pela posição, Placar virou uma revista essencial, mesmo para quem não é louco por futebol.

A revista que contribuiu para tirar do poder uma presidenta eleita democraticamente, agora estampa na capa, a que ponto chegamos.

No sábado, a Folha de S.Paulo foi o único dos três maiores jornais do país que mostrou claramente na manchete principal, onde foi o assassinato de João Alberto: no supermercado Carrefour.

O jornal que fez de tudo para derrubar o governo que tirou o Brasil do mapa da fome, agora estampa nossa miséria.

O Pica-Pau chega aos 80 anos com um corpinho de 20.

Obama superstar vendeu quase 100 mil livros no primeiro dia.

Hoje mostramos como está a temperatura na cidade onde João Alberto, negro de 40 anos, foi assasinado por seguranças do supermercado Carrefour.

O Ministério da Agricultura, Saúde e Ecologia da França anunciou no domingo (22) que cerca de mil visons infectados com o Covid-19 serão sacrificados. Eles vivem num criadouro na região de Eure-et-Loir.

Angela Merkel luta para salvar o Natal dos alemães.

Na noite de sexta-feira (20), Dia da Consciência Negra, a TV Globo expôs a voz de pretos e pretas. Um programa da maior importância que merece ser visto e revisto. Nem parecia TV aberta. Nota 11.

A notícia pode ser triste para alguns, mas ficar livre da opinião ultradireitista de um Diogo Mainardi, não vai fazer mal a ninguém.

Como dizia nossa vó: bom português, uma vírgula!

 

 

 

 

 

NO MEIO DO CAMINHO DO LIVRO TEM UMA PEDRA

Plantar uma árvore, já plantei. Plantei mais de uma, três. A primeira foi ainda jovem, um flamboyant na Rua Rio Verde que, com o tempo, uma semente virou uma árvore de verdade. Morreu vítima do progresso.

A segunda plantei num vaso apertado na varanda do apartamento que alugávamos na Avenida Higienópolis. Uma nespereira, que foi crescendo, atingiu mais de dois metros de altura, atingiu o teto e chegou a dar alguns cachos de nêsperas nanicas, nada vistosas, que ainda verde murcharam. Até hoje está lá, vejo quando passo, de tempos em tempos.

A terceira árvore plantei recentemente. Um abacateiro, também na varanda do apartamento onde moramos na Lapa. O caroço brotou dentro de um vaso preto vietnamita e, a cada dia, ele crescia alguns centímetros. Quando atingiu metro e meio, foi transplantado para a Praça Senador Leite, no Alto da Lapa.

Filhos, tive quatro. Julião e Sara do primeiro casamento, Maria Clara e Marilia do segundo. Adultos, acompanham o dia a dia da minha saga de ter filhos, plantar árvores e escrever livros.

Livros, escrevi nove, um pela Contexto, dois pela e-galáxia e seis pela Editora Globo. O décimo é que está sendo o X do problema. Os nove livros publicados foram escritos num fôlego só, apesar da dificuldade de pesquisa, de revirar baús, reler mais de duzentos cadernos de anotações. Mas acabaram saindo com uma certa facilidade.

O que acontece com o décimo livro chamado O ano em que você nasceu, não sei. São cinquenta capítulos, de 1.950 ao ano 2.000. Depois de fazer uma longa e minuciosa pesquisa, sento e escrevo uma crônica sobre os 365 dias de cada ano.

Quem nasceu, quem morreu, quem era o presidente da República, qual era a moeda que usávamos, como era a moda, que filmes estavam em cartaz, que automóveis circulavam nas ruas, que revistas estavam dependuradas nas bancas, quais os livros mais vendidos, as peças de teatro em cartaz, as músicas que tocavam nas rádios, quem ganhou o Nobel da Paz, as manchetes dos jornais e muito mais.

O livro andava bem até que o Jornal Nacional anunciou que a Organização Mundial de Saúde havia decretado pandemia ao vírus que começou silencioso lá em Wuhan e foi se espalhando pelo mundo.

Quando chegou aqui, bateu na minha porta, não atendi, me recolhi, fechando janelas e basculantes. Encolhido, pensei com os meus botões: sem ter de sair cedo para a firma, sem passar o dia fora, agora esse livro sai rapidinho. Foi aí que ele estancou. Não me pergunte o porquê. Não via a hora de chegar em 1.968, o ano que não terminou, mas empaquei em 1.958.

Escrevo pouco enquanto as horas passam por cima da minha cabeça.

Roberto Drummond, o autor de A Morte de DJ em Paris, passou dez anos escrevendo Sangue de Coca-Cola. Na verdade, durante os quatro, cinco, seis primeiros anos, ele tinha apenas o título, que é muito bom, mas nenhuma linha escrita. Era uma ideia na cabeça e uma caneta na mão, num tempo em que escrevíamos livros à mão.

Tenho dois amigos que estão, há anos, escrevendo duas biografias, uma sobre o ex-presidente Lula, outra sobre o Drummond, não o Roberto, o Carlos. Nem pergunto mais a eles como andam as obras, quando saem. Vai que perguntam sobre O ano em que você nasceu e eu vou ficar com uma cara de tacho, como diria minha mãe.

Depois deste, já tenho um outro na cabeça, a biografia do Edson Luís de Lima Souto, o garoto de 16 anos morto na porta do restaurante Calabouço, no Rio, assassinado pela polícia da ditadura militar.

Na verdade, já tenho também um terceiro rascunhado – Iara – um livro infantil que será ilustrado por uma outra Iara que deve estar lá esperando o texto por zap. Vou falar baixinho, vai que ela escuta.

Bem, deixa eu voltar para O ano em que você nasceu… Não tenho tempo a perder.

 

O SOL DE SEXTA-FEIRA

O primeiro Datafolha do segundo turno

O jornal mexe em todas as feridas que os negros no Brasil ainda sentem

Na foto em destaque, a cantora Geovana volta a gravar um disco, trinta anos depois

A Folha levanta um assunto praticamente esquecido pela imprensa

Uma história estranha: quem queria desmoralizar as eleições por aqui?

Bolsonaro recua é manchete recorrente na mídia brasileira

A segunda onda vem chegando devagarinho, apesar do prefeito Bruno Covas dizer que é fake news

Na primeira página do jornal, no Dia da Consciência Negra

O Amapá vai ter de acender uma vela para enxergar quanto foi a conta de luz

Na foto em destaque na primeira página, a chegada das primeiras 120 mil doses da Coronavac no Aeroporto de Guarulhos

Martinho da Vila lançando disco aos 82 anos

O governo Federal nunca levou à sério a pandemia

Lá vem a segunda onda…

Na foto em destaque na primeira página, os negros conquistando um espaço que sempre pertenceu a eles, mas o racismo e o preconceito não deixaram


Guilherme Boulos e Marilia Arraes na capa da Carta Capital que começa a circular nesta sexta-feira. A revista apoia o candidato do PSOL, uma esperança de mudar o cenário tucano de São Paulo.

Na capa da Veja, o que a ciência diz da pandemia e uma possível segunda onda no Brasil

A Serrote, revista-livro publicada pelo Instituto Moreira Sales, dispensa comentários. Em breve, este número estará nas boas casas do ramo.

Vinte e nove graus em Macapá, capital do Amapá, estado que sofre sem energia elétrica há 18 dias

CARREGOU NAS TINTAS

Só se fala disso na América do Norte: a tinta preta escorrendo no rosto de  Rodolfo Guiuliani, advogado de Donald Trump, durante uma entrevista coletiva em que reafirmou que as eleições foram fraudadas

Na capa da Il Venerdì, a revista de fim de semana do diário La Repubblica, o centenário do nascimento do comunismo na Itália

As capas da Time (EUA), The Economist e New Statesman (GB)

O ex-jogador da seleção francesa e defensor das causas negras, Lilian Thuran, na capa da revista semanal Télérama

O tradicional número especial da Economista, com previsões para o ano novo, desta vez vem com uma máquina de caça-níqueis na capa

Na noite de ontem, a TV Bandeirantes promoveu mais um debate entre o candidato do PSOL à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, e o tucano Bruno Covas. Sem aquela paranóia de controle de tempo, os candidatos estão fiéis aos minutos que possuem e, em momento nenhum, foram interrompidos ou silenciados. Covas insistiu na experiência e Boulos na mudança. Vimos um Boulos animado e um Covas frio e preocupado em ganhar a eleição.

PARA LER:

https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/mercado/apos-35-anos-carlos-henrique-schroder-deixa-globo-ricardo-waddington-assume-46194

As medonhas saias com laços, febre na Globo News, chegam à CNN Brasil

FIM DE CARREIRA

O presidente de ultradireita, Jair Bolsonaro, canta parabéns pra você para o jornalista Alexandre Garcia. 

O anúncio da revista Veja que circula nas redes sociais me fez lembrar um cartaz, nos anos 1990, numa loja em Cuiabá: Descontos de até 100%. Intrigado fui lá perguntar como era possível descontar 100%. Me explicara o seguinte: Você compra uma calça, por exemplo, e ganha outra. (AV)

“Meu dia começando assim…” [José Luiz Nogueira]

O SOL DE QUINTA-FEIRA

Uma notícia boa na manchete principal é coisa rara

A segunda onda está chegando ao Brasil mais cedo do que o previsto

A notícia tromba com a declaração do candidato Marcelo Crivella na CNN Brasil, quando afirmou que o Rio de Janeiro continua lindo

Na foto em destaque na primeira página, a questão do Racismo X Grana

Um em cada cinco eleitores diz que ainda pode mudar o voto

Governo mais à esquerda é assim

Nas fotos em destaque na primeira página, candidatos à prefeitura de São Paulo em ação: Covas na zona Sul e Boulos no centro da cidade

O único jornal da dar a segunda onda na manchete principal

Trump será uma besta quadrada até o último dia de governo

O Rio está entre o péssimo e o menos péssimo

Na foto em destaque na primeira página, cenas como aquelas de um abril despedaçado

No alto da primeira página do Estado de Minas, o espaço mais nobre do jornal, a classificação do América Mineiro para as semi-finais da Copa do Brasil

Dois pontos de vista. Enquanto o Sol defendeu na sua capa de 12/11, o consumo consciente, a revista Veja São Paulo mergulha no consumo na esperança de ver a economia crescer.

O Charlie Hebdo, semanário satírico francês, comemora os seus 50 anos de vida com um número especial

BONJOUR, TRISTESSE

Um dos ícones de Paris, a Livraria Gilbert Jeune, afundada em dívidas, anuncia que provavelmente em março do ano que vem, fecha suas portas. A Gilbert Jeune foi fundada em 1886 e será mais uma vítima dos novos tempos.

Na capa do semanário francês Le Un, como não ficar louco

HAY IZQUIERDA, SOY CONTRA!

A torcida da comentarista política Eliane Cantanhêde por Bruno Covas, na GloboNews, é algo impressionante. Ela torceu como uma tucana de carteirinha para o Aécio, depois para o impeachment de Dilma. Aí veio o Temer e, mais tarde, o Bolsonaro. Mas Eliane Cantanhêde não emendou, continua a mesma, contra qualquer movimento de esquerda.

Hoje, o Sol informa a temperatura da cidade onde foi fundada a revista científica The Lancet

 

DEBATE NA CNN: CRIVELLA TEVE 30 MINUTOS PARA FALAR MAL DOS OUTROS

É comum no segundo turno, candidato em primeiro lugar nas pesquisas não participar de debates. Foi o que aconteceu ontem à noite na CNN Brasil, com o candidato Marcelo Crivella falando durante 30 minutos, respondendo as perguntas da jornalista Monalisa Perrone. Crivella chamou a TV Globo de Globolixo várias vezes, falou dos processos de  corrupção de Eduardo Paes, acabou com o Ubope, acusando o instituto de manipulação. Falou, falou, falou e deve ter conseguido convencer os seus eleitores. Apenas os seus eleitores. Lembrando: a jornalista Monalisa Perrone teve uma atuação impecável. Eu votaria nela. (Alberto Villas)

O SOL DE QUARTA-FEIRA

Operação Cara de Pau!

Lembrando que é prisão domiciliar

É triste publicar na primeira página do jornal, uma foto tão alegre de um casal com um bebê para informar que eles morreram no deslizamento na Praia de Pipa, no Rio Grande do Norte

Sinal dos Tempos

Na capa da Ilustrada, a obra e a negritude do cantor e compositor Itamar Assumpção, morto em 2003, em estudo.

O discurso do presidente Bolsonaro no Brics virou manchete, mas por enquanto, só da boca pra fora

Na noite de ontem, a escuridão tomou conta novamente do Amapá

Já percebeu que esse tipo de notícia, todos os dias, entra por um ouvido e sai pelo outro?

Faltando poucos dias para o segundo turno das eleições municipais, a foto em destaque na primeira página soa como propaganda eleitoral para o tucano Bruno Covas

A notícia mais importante do dia na manchete principal

Numa linguagem mais popular, candidatos estão fugindo de Bolsonaro como o diabo da cruz

O Brasil está ficando sozinho

Na foto em destaque na primeira página, a tragédia na Praia de Pipa

Na capa do Segundo Caderno, um texto inédito de Jorge Luiz Borges remexe a obra do escritor argentino

CALENDÁRIO/DEBATES SÃO PAULO

Na capa do jornal argentino Página 12: o governo de Alberto Fernandez começa a discutir a legalização do aborto

O ex-presidente Lula na primeira página do jornal português Diário de Notícias. Entrevista com os seus advogados que dizem, mais uma vez, que os processos contra ele têm finalidade política.

A febre do Black Friday chega à primeira página do jornal francês Libération

HISTÓRIA EM QUADRINHOS

O SOL pescou esse momento da entrevista do ex-presidente Barack Obama a Pedro Bial. Obama disse exatamente o que a televisão brasileira esconde sempre que fala de Lula.

Telespectadores que ficam sintonizados somente na TV Globo não ficaram sabendo que o Brasil jogou ontem à noite contra o Uruguai, partida valendo pela classificação para a Copa do Mundo. Se a Globo não transmitiu, não é notícia.

A temperatura na capital uruguaia, onde o Brasil jogou na noite de ontem

O SOL DE TERÇA-FEIRA

Já imaginou se o resultado das eleições americanas saísse em um dia?

Como foi e como ainda vai ser a eleição no segundo turno

Sorry, bolsonaristas!

A Folha sabe que a expressão esquerdista tem uma conotação equivocada em nosso país

Duas páginas inteiras para as memórias de Barak Obama. O livro está saindo no Brasil pela Companhia das Letras

Muito estranho. Quem queria melar as eleições de domingo passado? O Sol tem um palpite.

A segunda onda começa a mostrar sua cara

Lembrando: Covas e Doria (PSDB), Boulos (PSOL) e Lula (PT)

Na foto em destaque na primeira página, as meninas poderosas

O Peru já pode pedir música no Fantástico

O livro de Obama na capa do caderno Na Quarentena

Opinião do Globo

Lembram que existia presidentes que pensavam?

Duas capas chamaram a atenção do Sol: a da holandesa Haper’s Bazaar e a da britânica Wallpaper

Vimos esta ilustração no site da revista The New Yorker

Visto na revista Gama

O resultado das eleições, por Kadir Nelson, para a New Yorker

GOSTAMOS do cenário escolhido por Bianca Rothier, correspondente da TV Globo na Suíça, no Jornal Hoje. Bianca é assim: quanto mais vai chegando o inverno, mais elegante ela vai ficando.

TUDO ESTÁ MUDANDO. Falar em Fórmula 1 era falar da Globo, falar de Copa do Mundo associar o evento a TV Globo. Hoje o Brasil enfrenta o Uruguai pelas eliminatórias da Copa do Mundo e o jogo simplesmente não será transmitido por quem sempre transmitiu. A emissora não chegou a um acordo com a Mediapro, empresa espanhola detentora dos direitos de transmissão.

O Sol acompanha o tempo em Yakutsk, um das cidades mais frias do mundo. O inverno ainda não chegou por lá pra valer.

O SOL DE SEGUNDA-FEIRA

Finalmente, o nome de Boulos foi parar na manchete principal

Inevitável o trocadilho: um país do peru!

 

Parece até que ele estava só esperando as eleições no Brasil

Querida, encolheram o presidente! João Montanaro, na página A2, fez o melhor editorial do dia

Direita X Esquerda

Vem aí o segundo turno, uma nova eleição

O presidente do Brasil virou motivo de chacota nas capas das revistas, até as de direita

PERGUNTINHA:                                                                                                                                                         Onde está o microfone da TV Globo?

Uma boa pauta na capa da revista L’Humanité Dimanche: ter 20 anos nos tempos da Covid

Na primeira página do Globo de domingo, o candidato à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, ainda aparecia tipo presidiário. O editor que escolheu essa foto certamente sabia o que estava fazendo para agradar o patrão.

Na manchete do Libération que chegou às bancas hoje cedo: Puta merda, dois meses!

 

Mulheres negras na capa da revista do Globo importam

Na capa da revista semanal do El País, uma pauta parecida com a da L’Humanité Dimanche: crescer nos tempos de covid

Hoje, apenas um pequeno comentário: minha vó tinha uma roupa igual a esta (AV)

Com o resultado das eleições, certamente o clima vai esquentar nesta segunda-feira em Brasília

Altamente recomendável o podcast Vidas Negras, da Rádio Novelo. No Spotify

 

 

 

 

 

 

 

 

QUANDO OS AMIGOS COMEÇAM A MORRER

A primeira pessoa que vi morta foi Osvaldo. Ele foi assassinado misteriosamente num pequeno hotel no centro de Belo Horizonte. Misteriosamente porque não levaram nada dele. Alguns cruzeiros na carteira, um lenço de pano xadrez e um relógio Mido continuavam nos bolsos e no pulso quando encontraram seu corpo caído no corredor.

Osvaldo morto nunca saiu da minha cabeça. Na noite antes do crime, ele me prometeu levar, na manhã seguinte, um casal de pombos japoneses que compraria no Mercado Central. Contei a ele que havia visto aquele casal de pombos brancos numa banca do mercado, mas não tinha dinheiro para comprar. Foi então que ele me prometeu e eu acordei esperando os pombos que nunca chegaram.

Não gosto da morte, como disse um dia Veríssimo: sou contra!

Morreu meu avô, minha avó, morreram meus pais, um sobrinho, uma sobrinha, meu sogro, um cunhado, uma cunhada, as pessoas foram morrendo espaçadamente e a cada morte, uma dor.

Morreram todas as minhas tias, todos os meus tios, alguns primos mais velhos, vizinhos, parentes de longe, alguns nem conhecia.

Aí começaram a morrer os amigos. O primeiro foi o José Carlos Assunção Cecílio, o JCA, como chamávamos. Não tive coragem de ver o seu corpo, atingido por uma bala perdida.

Não vou enumerar todos aqui porque a altura dos acontecimentos, já são tantos que eu até me embaraço. Ontem foi a Déa.

Déa Januzzi, conheço desde 1971, quando coloquei os pés na Faculdade de Filosofia. Não existe turma como aquela de 74 da UFMG. Apesar de ter fugido do país e não ter me formado com eles, sempre fui tratado como um paxá por todos. Sempre que pude participei das festas que fazem todos os dezembros, desde 1974.

Déa fazia parte dessa turma e morreu sem que eu imaginasse Déa morta um dia, tamanho era seu vigor, sua alegria, seu entusiasmo pela vida. Dona da coluna Coração de Mãe no jornal Estado de Minas, o dela não tinha tamanho.

Morria de inveja do nome que deu a seu blog – Novos Velhos – causa que também defendeu de peito aberto. Nos últimos tempos, conversávamos por telefone, combinávamos matérias e a última que fez para mim foi uma reportagem sobre desejos que não envelhecem.

O seu texto era refinado: Não é mais fast-food. Nem self service. O sexo depois dos 60 anos exige requinte, mesa posta e, se preciso, velas para iluminar o crepúsculo que tinge o céu de vermelho avisa que a noite está chegando, escreveu ela na abertura.

Apesar dos nossos papos serem esparsos e quase sempre via iPhone, vou sentir saudade. Nós fazíamos parte dos novos velhos e agora estou aqui triste, quieto no meu canto, mudo, olhando para esse telefone, também mudo.

O SOL DE SEXTA-FEIRA

Com um olho em 2020 e o outro em 2022, o Planalto ascende o final vermelho. São Paulo e Rio começam a abrir os olhos e perceber que este é o pior governo desde 1.500.

O presidente da República age como o sargento Tainha convocando os seus recrutas zero.

Percebe-se em São Paulo, ônibus circulando bem vazios

Na foto em destaque na primeira página, o sofrimento do povo no estado do Amapá, sem luz há dez dias

Na capa da Ilustrada, a valorização de Tarsila do Amaral, agora superstar

O jornal foi buscar uma outra manchete, longe dos fatos do dia

Não é o que diz o anúncio da Vale na televisão. Alguém está mentindo.

Ao contrário do que diz o “jornalista” Augusto Nunes na Rádio Jovem Pan (veja mais abaixo)

Quem foi que disse que o Brasil não tem conserto?

Ops… será que o “jornalista” Augusto Nunes se enganou mais uma vez?

Na política, existem militantes e meliantes

Uma micro-chamada para um assunto tão grande…

Na foto em destaque na primeira página, as urnas eletrônicas encaixotadas

A revista Carta Capital, que começa a chegar hoje às bancas, mostra na capa que estamos sendo governados por bandidos. Na capa da Veja, o governador de São Paulo acusa o presidente da República de irresponsável. Está na hora de ambos vacinarem. Contra a raiva.

PARA LER:

Brancos ganham em média 69,3% mais do que pretos e pardos, diz IBGE

O título não está errado, mas ficou bizarro dizer que o político morreu ao vivo

Na capa da Der Spiegel, Joe Biden tenta colocar a cabeça da América no lugar. A Economist aposta na esperança, a última a morrer e na capa da Time (esperávamos uma capa mais criativa), o presidente eleito, Joe Biden e sua vice, Kamala Harris.

O Le Monde alerta na sua manchete principal, o cansaço da equipe de frente da saúde na França

A revista semanal francesa alerta que o mundo nunca usou tanto plástico, apesar das inúmeras campanhas alertando para a poluição do planeta Terra

Greta Thunberg na primeira página do jornal italiano La Repubblica: “A lição do vírus pode nos ajudar a salvar a Terra”

Joe Biden, na capa do tabloide francês Courrier International

FIM E COMEÇO

O comentarista da CNN americana, Joffrey Toobin, e também da revista The New Yorker, foi demitido por aparecer se masturbando numa live. Toobin não sabia que a câmera estava aberta.

O Sol, já dissemos aqui, não é especialista em moda, mas percebe que as apresentadoras de televisão no Brasil estão exagerando no figurino. Ontem, por exemplo, a ótima Daniela Lima, da CNN Brasil, parecia que depois do seu jornal, iria a uma ópera ou, quem sabe, a algum casamento. Ou ainda numa festa no Edifício Chopin, em Copacabana. A roupa tão elegante não combina com um telejornal da tarde. Esta semana, vimos a apresentadora do tempo de um canal francês apresentando os dados da meteorologia de tênis branco, jeans e camiseta listrada. Estava ótima.

ENQUANTO ISSO, NUMA RÁDIO ULTRA-DIREITISTA…

O pior de tudo é que Bolsonaro questionou a morte do voluntário da vacina coronavac, afirmando que, quem sabe, ele não teria morrido por causa da vacina?

Já está no ar pelo NOW, Google Play, iTunes, Vivo, Microsoft e Looke, um filme imprescindível para quem quiser mergulhar no assunto imprensa brasileira. O documentário. produzido pela Salamanca Filmes para o canal CINEBRASIL e dirigido pelo jornalista Pablo Sueli, ouviu Glenn Greenwald, Noam Chomsky, Luís Nassif, Laura Capiglione, Xixo Sá, Jessé Souza, Rodrigo Viana, entre outros, que explicam a concentração de poder em torno da mídia e que essa conversa de imprensa independente é balela. A Nossa Bandeira Jamais Será Vermelha é um filme que se junta ao Democracia em Vertigem, de Petra Costa, para revelar um Brasil escondido pela própria mídia. Imperdível!

A temperatura na capital das Filipinas, onde o tufão Vamco, com ventos de até 155 quilômetros por hora, passou arrasando tudo e deixando 11 pessoas mortas

A cantora Iza apareceu no Prêmio Multishow trajando um vestido, digamos inspirado no modelito da Radical Chic, de 1990, uma criação de Miguel Paiva