O SOL DE SEXTA-FEIRA

Já perceberam que o Guedes anda falando pelos cotovelos?

Um prende, outro manda soltar, um solta, outro manda prender: Justiça made in Brazil

Antes tarde do que nunca

Na foto em destaque na primeira página, as marcas top do Brasil

Na segunda foto em destaque, o terror volta a atacar na França, duas semanas depois do assassinato de um professor

Alta-tensão nos bastidores do site The Intercept Brasil

O presidente da República num momento debiloide, aquele que ri da própria piada sem graça

Já percebeu que o dragão da inflação voltou a frequentar os corredores dos supermercados?

Onde se lê brigalhada, leia-se baixaria

A chamada na primeira página é minúscula para o tamanho do fato

Ano letivo no Brasil começar em novembro soa como piada

Na foto em destaque na primeira página, o atentado em Nice. Uma das vítimas é a brasileira Simone Barreto Silva.

Uma boa denúncia

A foto em destaque na primeira página mostra que trata-se da eleição mais bizarra dos últimos tempos nos Estados Unidos

Finalmente os brasileiros poderão ler, em português, os poemas de Louise Glück, Nobel de Literatura 2020

••••••••••

••••••••••

Na capa do Libération, as mortes na Notre-Dame de Nice: A Espiral do Terror

The Economist mostra porque Joe Biden precisa vencer as eleições de 3 de novembro

Reportagem sobre a participação da CIA na morte de Che Guevara na floresta boliviana, mostra uma foto colorida do guerrilheiro morto. A fotografia é de Marc Hutten, da AFP.

Achamos curiosa a foto do presidente francês Emmanuel Macron, publicada no site do jornal Libération. A fotografia é de Denis Allard.

No site do jornal inglês The Guardian, uma notícia triste e preocupante. A mais charmosa livraria do mundo, a Shakespeare and Compoany, no coração do Quartier Latin, lança um apelo de ajuda financeira para enfrentar a crise. Pela primeira vez, desde 1919, a livraria frequentada por Ernest Hemingway, Scott Fitzgerald, TS Elliot e James Joyce, avisa que pode fechar as portas definitivamente.

O rapper Kid Cudi, que atua na série We are who we are, está na capa da edição online da Rolling Stone italiana

•••••••••

TERROR ATACA NO INTERIOR DA FRANÇA: TRÊS MORTOS E VÁRIOS FERIDOS

Eram 9 horas locais  na cidade de Nice, no interior da França. Fiéis faziam o seu culto matinal na Catedral de Notre-Dame, quando um homem armado de uma faca, nos arredores da basílica atacou. Degolou uma pessoa, matou outras duas e deixou várias feridas, espalhando o pânico nas redondezas. Antes de começar massacre, gritou: Allahu Akbar (Alá é o maior). A francesa Aurore, que estava no interior da catedral, disse ao jornal Libération que ali era o seu lugar de paz, onde orava todas as manhãs. “Agora, nunca mais terei coragem de colocar os pés na Notre-Dame”, disse ela. O atentado acontece duas semanas depois que o professor Samuel Paty foi degolado em Paris, depois de mostrar charges do profeta Maomé publicadas pelo jornal satírico Charlie Hebdo, durante uma aula de liberdade de expressão. 

 

 

O SOL DE QUINTA-FEIRA

A tragédia revisitada. Bobeou, o coronavírus volta com tudo.

As redes sociais funcionam para Bolsonaro como um termômetro

Quanto mais o Boulos cresce, mais eles cutucam o Boulos

Perguntamos: como pode um tabloide satírico como o Charlie Hebdo provocar tamanha confusão? Tem protesto contra os franceses até no Paquistão na foto em destaque na primeira página.

O cartum de Alberto Benett, na página A2

A bolsa e a vida

Flexibilização ou burrice?

Na foto em destaque na primeira página, um café em Berlim às moscas

No Caderno 2, a genialidade de Baden Powel revisitada

A volta do coronavírus na Europa, enquanto milhões de brasileiros acreditam que ele está indo embora

“Dilma, quero meu dólar a 2,80 de volta!”

Bolsonaro não passa de um garoto-propaganda

Ops… sempre disseram que a união faz a força

Disco de Paulinho da Viola talvez seja a melhor notícia do dia

Na foto em destaque na primeira página, bares às moscas em Berlim e em Marselha, na França

••••••••••

••••••••••

••••••••••

Na primeira página do jornal cubano Granma de ontem, uma homenagem aos 75 anos de Lula

O coronavírus nas manchetes dos principais jornais da Europa

A capa do Charlie Hebdo que está provocando quase uma guerra entre Turquia e França

Na capa da revista semanal britânica de informação, todas as formas de Donald Trump

O desenho da vacina contra o coronavírus na capa da Nature

Ilustração publicada no jornal italiano La Repubblica

••••••••••

A TV Globo mostrou ontem à noite a vitória do América em cima do Corinthians no Itaquerão

••••••••••

••••••••••

MIGUEL PAIVA

••••••••••

 

 

 

 

 

 

 

O SOL DE QUARTA-FEIRA

Por que não aproveitar estes hospitais criados na pandemia para tirar a saúde do Brasil da UTI?

No curso de Jornalismo, a gente aprende que “a 1 semana” é muito feio. É muito melhor “a uma semana”.

Todo estudo, toda pesquisa é válida, mas ainda é cedo para conclusões

 

Como se não bastasse toda a tragédia que desaba diariamente sobre o Rio de Janeiro, um hospital em Bonsucesso pega fogo

Na capa da Ilustrada, uma grande polêmica: os museus europeus se recusam a devolver a arte surrupiada dos países africanos durante a colonização. O título é bom e forte.

Faroeste Caboclo

Os números do Datafolha e do Ibope também estão sumindo. Ainda bem.

Devagarinho, devagarinho, quem perde é sempre o consumidor

Na foto em destaque na primeira página, a estranha eleição americana que se vota antes da hora e nem sempre o mais votado é quem ganha

Resumindo: exportar é o que importa. Com isso, os preços do arroz com feijão irão às alturas

Nossa! Lembra dele?

Na foto em destaque na primeira página, mais uma tragédia carioca: duas mulheres morreram depois que um hospital federal em Bonsucesso começou a pegar fogo

Na capa do Segundo Caderno, neste triste 2020, as feiras literárias sobrevivem virtualmente

••••••••••

••••••••••

[Folha de S.Paulo]

••••••••••

Na manchete principal do Le Monde, a epidemia na França sai do controle

No jornal Domani, a curva de contágio na Itália é a pior da Europa

As eleições americanas de 3 de novembro na capa da inglesa The Guardian Weekly

••••••••••

A TV A CABO É UMA FESTA!

Virou moda na televisão a cabo, a informalidade. As conversas entre apresentadores e repórteres estão virando tricô, piada, chacota. Ontem, vimos as apresentadoras Daniela Lima (que é ótima) e Roberta Russo (idem), maravilhadas com a blusa verde cheguei da repórter em Brasilia. Tudo vira brincadeira, o comentarista japonês que faz judô, o aniversário do Fulano, o corte de cabelo da Beltrana, até mesmo um “você está chiquérrima hoje!” ouvimos na GloboNews. Sem contar os nomes abreviados: Fê, Su, Rê, Mi… e por aí vai… 

O SOL não entende de moda, mas ficamos com a impressão de que a apresentadora Monalisa Perrone (CNN Brasil) estava pronta para, depois do jornal, ir a um casamento. 

••••••••••

••••••••••

É triste, mas as enchentes nas Filipinas produzem fotos extraordinárias, como esta de Francis Malasig, da agência EFE

••••••••••

••••••••••

Anúncio publicado no jornal italiano La Repubblica

••••••••••

••••••••••

••••••••••

 

 

O SOL DE TERÇA-FEIRA

 

Confissão: O SOL está cansado de reproduzir aqui as bobagens que o presidente da República fala. Vamos combinar de publicar uma, saltar outra?

Contrariando o ministro da Economia, Paulo Guedes, dias piores virão

O título está correto, mas soa estranho liberar parques e cemitérios

A informação de que o governo brasileiro silenciou-se sobre o escândalo não está na chamada

Vendo assim a foto em destaque na primeira página, vem a dúvida. O que é palco e o que é plateia?

Desde o início da pandemia, observamos que a grande preocupação do Estadão é a economia

PCC é uma sigla típica de partido político

Na foto em destaque, a abertura da exposição de José Roberto Aguillar no Centro Cultural Fiesp

Na segunda foto em destaque na primeira página, a água na lua

A manchete do Globo é recorrente

A notícia é importante para uma chamada tão minúscula, mas pelo menos o jornal deu na primeira página

Na foto em destaque na primeira página, a falta de senso crítico do prefeito carioca, Marcelo Crivella

Na outra foto em destaque, quanto mais a Europa se fecha para enfrentar a segunda onda, o Brasil se abre, ainda na primeira

Músicas inéditas de Renato Russo provocam briga na justiça. Continuamos perguntando o que Russo perguntou nos anos 1980: que país é este?

••••••••••

••••••••••

••••••••••

O melhor gráfico sobre a água na lua está na edição de hoje do jornal italiano La Repubblica

O SOL não mostrou ontem os jornais chilenos anunciando a vitória do aprovo. Em busca do tempo perdido, mostra hoje.

Na capa da revista semanal de informação portuguesa Visão, as outras tragédias que o coronavírus está provocando

O jornal Tehran Times publica na sua primeira página o selo de boicote aos produtos franceses

Em duas páginas, o jornal francês Libération mostra o boicote aos produtos franceses decretado pelo presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

Na capa da New Yorker, o tumulto americano, nos traços de Richard McGuire

••••••••••

••••••••••

No centro da Roda Viva na noite de ontem, o consultor político João Santana deixou bem claro que caixa 2 sempre existiu e continua existindo na política brasileira. Uma outra coisa ficou bem clara: o ódio que os jornalistas da grande imprensa têm do Partido dos Trabalhadores, continua firme e forte. Eles não conseguem disfarçar. O programa terminou num clima meio tenso entre Santana e o jornalista Fernando Rodrigues, do site Poder 360.

O Estúdio i, exibido nesta segunda-feira, dia 26, ganhou um bom respiro jornalístico e pé no chão com a apresentação da jornalista Leila Sterenberg

••••••••••

TÁ BOA, SANTA?

La Paz, outubro de 2020. Intervenção do coletivo feminista Mujeres Crando

[Foto Gandarillas/AFP]

••••••••••

PARA LER:

Somos todos uns viciados online?

gamarevista.com.br

••••••••••

••••••••••

••••••••••

••••••••••

••••••••••

••••••••••

 

O SOL DE SEGUNDA-FEIRA

Resumindo: a distribuição de renda no Brasil está totalmente errada

Normal. No país dos desempregados, no país em que ninguém sabe se vai existir o amanhã, o consumo cai

A grande notícia é que os chilenos foram em massa às urnas e vão mudar a Constituição, ainda do tempo do ditador Augusto Pinochet

Na foto em destaque na primeira página, a devoção online pelo Padim Ciço

Na outra foto em destaque, Lewis Hamilton superstars chega à vitória número 92 em Portugal, ultrapassando Michael Schumacher

Numa entrevista de página inteira, Emicida tem sempre boas coisas para dizer

A primeira página do Estadão desta segunda-feira é toda otimismo

Sem querer jogar um balde de água fria: isso, se houver futuro, não é mesmo?

Bolsonaro dizer besteiras virou arroz de festa

Vista assim do alto, mais parece o céu no chão…

Resumindo: está difícil decolar

Ótimo título na primeira página. Merecia ser a manchete principal.

Em tempos de eleição, o Brasil tem duas zonas: a eleitoral e a outra

Na foto em destaque na primeira página, qualquer semelhança com Fernando Collor de Melo é mera coincidência. Chamamos atenção (o que O Globo não fez) para a placa dependurada na parede.

••••••••••

••••••••••

Na capa da Época, a briga entre Jair Bolsonaro e João Doria, ambos com um olho na vacina e outro em 2022. Na IstoÉ, a briga entre a inteligência e a burrice.

Na capa do tabloide mensal Le Monde Diplomatique Brasil, a balbúrdia que virou o nosso país

Na capa da semanal de informação alemã, as dúvidas sobre a tão esperada vacina.

Na Mother Jones, revista importante de Jornalismo e Reportagem, a esperança de ver Donald Trump fora de cena.

Na semanal britânica New Scientist, quais os riscos que a humanidade ainda corre com o coronavírus.

••••••••••

Imperdível a reportagem de Mônica Bergamo publicada na capa da Ilustrada, na Folha de domingo: os bastidores do processo de assédio sexual e moral do ex-diretor da TV Globo, Marcius Melhem.

O programa Séries Originais é muito bom, o apresentador é ótimo, mas não vemos sentido ser apresentado de Londres quando o assunto é jogo do bicho no Rio e os incêndios no Pantanal.

Ainda na CNN Brasil, nota 11 para o programa Lugares Desconhecidos sobre a Tailândia. Uma grande reportagem sobre a culinária e os costumes de um país tão exótico.

O SOL fez um raio-X do cenário home office da comentarista da GloboNews, Flávia Oliveira. Uma biblioteca diversificada e curiosa.

Ops… o repórter Lucas Lélis virou Lulas Lévis no Jornal Hoje de sábado, dia 24/10.

A colunista Patricia Kogut, do Globo, dá nota 10 para o concorrente da TV Globo que está tirando o sono da emissora

••••••••••

Enquanto isso, um cisne negro foi clicado no Parque do Retiro, em Madri, onde a segunda onda de coronavírus chegou com tudo. [foto Gabriel Bouys/AFP]

[Folha de S.Paulo/25/10/20]

••••••••••

Mas afinal, quem vai ao Roda Viva? Duda Mendonça ou João Santana?

GOSTAMOS de ver Bela Gil como repórter por um dia mostrando sua casa no programa Casa GNT, disponível no Youtube

••••••••••

••••••••••

 

JANELAS ABERTAS

Fala-se muito, discute-se muito, inventam, mentem, burlam as leis, chutam, mas não conseguem eliminar o diabo do coronavírus do planeta Terra. Aos poucos, o mundo vai mostrando que as pessoas não estão preparadas para parar a vida e esperar a vacina. Vão aos shoppings, vão às barbearias, às academias, aos pancadões. As pessoas estão mais para jogguing do que para yoga. Pobre planeta Terra que já perdeu 1.150.241 pessoas desde que o corona mostrou sua cara aos infectologistas. Cinquenta anos depois, parece que os brasileiros levaram a serio aquele grito do Tom Zé em seu primeiro disco: Não se morre mais, cambada! 

[ilustração Ronald Kurniawan]

A IMPORTÂNCIA DE, DE REPENTE, PARAR PARA PENSAR

Desde o início da pandemia, meados de fevereiro, por aí, aproveito alguns minutos do dia para pensar. Paro tudo. Às vezes penso deitado na rede na pequena varanda do meu apartamento, às vezes penso aqui mesmo no meu escritório, na cama, debaixo do chuveiro, não importa onde.

Quando digo parar pra pensar, é não fazer nada mesmo, ficar olhando, observando as coisas em volta. A parede cor de rosa, o céu, o fio de sol que entra pela janela, retomar as lembranças, passar a limpo.

Lembranças de um velho apartamento na Rue de la Roquette, uma rua comprida que saía da Bastilha e ia até o cemitério de Père-Lachaise, onde estão enterrados o Serge Gainsbourg, a Edith Piaf, Chopin, Jim Morrison e tantos outros.

Era ali naqueles quarenta metros quadrados de um apartamento alugado por 350 francos mensais que cultivava meu exílio, escrevia cartas freneticamente, recortava todos os dias as notícias importantes do Le Monde, empilhava os exemplares da Nouvel Observateur, ia lendo uma a uma as revistas Planeta que chegavam do Brasil, presente de um primo jogador, depois técnico de basquete.

Foi ali que ouvi pela primeira vez os discos Joia e Qualquer Coisa, que conheci a voz de Belchior falando do antigo compositor baiano, foi ali que treinei meu inglês ruim com Walter Franco: Nothing/To see/ Nothing/To do/Nothing/Today/About me/I’m not/ Happy now/I’m not sad/ I’m just/ Happy now/Looking/ To the empty space.

Grana curta, tinha poucos vinis guardados numa caixa de vinho de cor laranja. Ouvia George Harisson cantando Dark Horse e Jean Michel Jarre viajando em Oxygène, que aprendi a gostar graças a um artista brasileiro, hoje um velho bolsonarista.

Ali, lia e relia Fazenda Modelo do Chico e as aventuras de Werner Herzog caminhando sobre o gelo, de Paris a Berlim, para encontrar uma amiga doente terminal. Traduzia do italiano teoremas e poemas de Pier Paolo Pasolini, os versos guerrilheiros de Dom Pedro Casaldaliga, a obra de Julian Beck e Judith Malina, que conheci num Festival de Inverno de Ouro Preto que, em Paris, que morria de saudade.

São muitas as lembranças. A carne moída com milho verde e o arroz parbolizado nos saquinhos do Uncle Bens que fazíamos toda semana, cozinheiros de primeira viagem

Os amigos eram poucos e bons. Um que colecionava parafina da embalagem do queijo BabyBel para fazer vela, outro que caiu no Sena de madrugada e conseguiu sair do outro lado sem perder os tamancos suecos.

Tomávamos vinho de clochard comendo torradas com camembert Président. Sonhávamos com o fim da ditadura lendo as cartilhas coloridas da Maspéro, enquanto escrevia para jornais e revistas alternativas. Esperava ansiosamente o carteiro que passava todos os dias religiosamente às sete horas da manhã vestido de azul marinho e me dizia: Rien pour vous, Monsieur Villas! Comia barras de chocolate de Ovomaltine sem a menor preocupação de aumentar o peso que era em torno de cinquenta e poucos quilos. Tinha uma mobilete amarela guardada na cozinha, que nunca montei.

Era ali no décimo primeiro quarteirão de Paris que muitas vezes, enrolando minha juba de leão, ouvi Cely Campelo pra não cair.

 

DATENA NÃO ESCONDE E ELOGIA O CRESCIMENTO DE BOULOS

Entrevistando o candidato do PSOL à prefeitura de São Paulo na Rádio Bandeirantes, nesta sexta-feira (23), o apresentador José Luiz Datena não escondeu o que o jornal Folha de S.Paulo escondeu ao divulgar os resultados da última pesquisa DataFolha. Enquanto a Folha deu em manchete o crescimento de Bruno Covas, do PSDB, e a queda de Celso Romano, do Patriotas, esquecendo-se de manchetar a subida de Boulos, que chegou aos 14 por cento, praticamente em empate técnico com Rumossoma, Datena falou do “crescimento espetacular” do candidato do PSOL. Preste atenção: se Boulos continuar subindo, vai começar um massacre da grande imprensa. (Alberto Villas)

O SOL DE SEXTA-FEIRA

O aquecimento global server pelo menos para alguma coisa: tirar Celso Russomano da parada. Temos fé. A Folha evitou colocar o crescimento do Boulos na manchete. Devem ter argumentado que não cabia.

Sim, estamos cansados de ver mães na televisão, no dia seguinte, pedindo “Justiça”. Que não vem.

Na foto em destaque na primeira página, Irone Santiago, mãe de Vitor, que ficou paraplégico

Mor, na página A2. Nota 10!

Na capa da Ilustrada, o centenário do nascimento de Ligia Clark. Imortal.

Nada dá certo para o Brasil decolar

Feliz Ano Velho!

No destaque da primeira página, Pelé, 80 anos, superstar

Com destaque para a cara de bunda do ministro da Saúde

Nessa briga eleitoral, está difícil qualquer tipo de transparência

Resumindo: não importa quem vai ganhar as eleições municipais. Quem vai continuar mandando no Rio são os milicianos.

Na foto em destaque na primeira página, os dois candidatos à presidência americana. Só faltou um dizer para o outro: “Você é bobo!”

O centenário de Ligia Clark é também capa do Segundo Caderno

••••••••••

••••••••••

••••••••••

Na capa da Carta Capital: os pastores evangélicos começam a entrar de sola no mundo online. Na capa da Veja, a guerra da vacina

DATAFOLHA SÃO PAULO:

••••••••••

••••••••••

Uma capa curiosa da edição de fim de semana do jornal francês Libération: um dossiê sobre chefs de cozinha que assediam sexualmente e moralmente suas alunas e subordinadas. O número é grande.

Já é 1984 na capa da Economist: Quem controla as conversas?

O jornal italiano La Repubblica saúda, em duas páginas, os 80 anos de Pelé, o Edson Arantes do Nascimento

Na capa de duas revistas francesas que chegam hoje às bancas, a morte do professor Samuel Paty, assassinado por extremistas depois de exibir cartuns de Maomé publicados no jornal satírico o Charlie Hebdo. Estava dando aula sobre liberdade de expressão.

O último debate entre os dois candidatos à presidência dos Estados Unidos, exibido na noite de quinta-feira (22) foi um fala daqui, desmente dali, fala de cá, desmente de lá. De qualquer maneira, com o microfone fechado para o candidato que ouvia o outro, foi melhor que aquele primeiro, um show de horrores. Trump provou, mais uma vez que é um Bolsonaro que fala inglês.

Talvez por preguiça de simplificar e explicar em poucas palavras para o telespectador, a televisão brasileira descobriu a TV lida. Publica a íntegra e vamos em frente.

••••••••••

••••••••••

••••••••••

••••••••••

••••••••••

••••••••••

EM QUATRO DIAS, CNN BRASIL TIRA DUAS ESTRELAS DA GLOBO

Os bastidores da TV Globo em São Paulo está em polvorosa. Em apenas dois dias, a CNN Brasil, a maior concorrente da GloboNews, levou dois jornalistas de peso da outrora Venus Platinada. Na segunda-feira, anunciou a contratação de Marcio Gomes e, três dias depois, na manhã desta quinta-feira (22), anunciou que Gloria Vanique, uma das apresentadoras do Bom Dia São Paulo também está mudando de casa. Há 13 anos na Globo São Paulo, Glorinha, como é conhecida, parece feliz e animada com a mudança: “Fazer parte do time da CNN será um enorme aprendizado e eu estou sempre disposta a desafios. Estou muito feliz com o convite e com todos os projetos que poderemos desenvolver”, disse ela. Douglas Tavolaro, um dos fundadores no novo canal versão made in Brazil, também comemorou: “Gloria Vanique é um talento raro do telejornalismo. Com conteúdo e vasto repertório, transmite ao telespectador credibilidade, elegância e simpatia. Ela possui todas as qualidades que queremos para o projeto de crescimento da CNN”. A pergunta que fica no ar: quem será o próximo?   (Alberto Villas)

O SOL DE QUINTA-FEIRA

Bolsonaro é e age como um idiota

Todos já sabiam o resultado do jogo

Quer que Alberto Benett desenhe? Então tá!

O editorial na página A2

Na foto em destaque na primeira página, o governador de São Paulo, João Doria, mostra sua arma

Confirmado: o Papa é Pop!

O artista e ativista chinês Al Weiwei entra em cena com mais um polêmica

Bolsonaro precisa tomar a primeira dose da anti-rábica

Sim, para não deixar o poder, o governo prevê até levar os brasileiros para passear na lua

Na foto em destaque na primeira página, o Papa Francisco em defesa dos gays

O terror ataca a cultura alemã

Se Pazuello continuar no governo é a confirmação de que trata-se de um verdadeiro lambe-bota

Mais uma vítima

Quer ver o presidente Jair Bolsonaro furioso, é publicar duas fotos do governador de São Paulo, João Doria, com o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, na primeira página do jornal.

••••••••••

••••••••••

••••••••••

Na capa da britânica New Statesman, as lições da pandemia

E na capa da outra britânica, The Guardian Weekly, as eleições americanas de 3 de novembro

O professor Samuel Paty, assassinado após mostrar charges do profeta Maomé durante uma aula sobre liberdade de expressão, na capa da Le Point, revista semanal francesa de informação

••••••••••

••••••••••

Só deu saia na Globo Fashion Week

••••••••••

••••••••••

••••••••••

••••••••••

••••••••••

••••••••••

BOLSONARO DESMENTE MINISTRO DA SAÚDE E DIZ QUE NÃO VAI COMPRAR A ‘VACINA DO DORIA’

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, foi desmoralizado e desmentido pelo governo na manhã desta quarta-feira (21). Logo cedo, o presidente Jair Bolsonaro disse a seus fiéis seguidores, que o Brasil não iria comprar a vacina da China (chamada entre os bolsonaristas de ‘vacina do Doria’), o contrário do que anunciou Pazuello na terça-feira, durante reunião virtual com vinte e quatro governadores. O mal estar permaneceu durante toda a manhã quando surgiu na tela da TV, por volta das 11h15, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, lendo um comunicado do governo confirmando o que saiu da boca de Bolsonaro mais cedo. Franco disse que o Brasil não iria comprar a vacina chinesa, já que ela não está totalmente aprovada. Disse que irá comprar a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford. Lembramos que a vacina britânica também ainda não foi aprovada. A guerra entre Jair Bolsonaro e João Doria está apenas começando e, na linha de tiro , está o povo brasileiro, cada vez mais perdido. Como cego num tiroteio. [Alberto Villas]

O SOL DE QUARTA-FEIRA

O presidente da República funciona com um olho na vacina e outro nas eleições de 2022. Tudo que pode prejudicar sua reeleição, ele volta atrás.

O cara desvia dinheiro da Saúde, enfia dinheiro na cueca e vai descansar.

Ao mestre, com carinho

Meus bens, meus males

Na foto em destaque na primeira página, o retrato da maior e mais rica cidade do país depois de um temporal

O repouso do guerreiro

O governo brasileiro acredita ter feito um negócio da China

De pai pra filho

Os americanos estão incomodados com o tal do dê um Google

Na foto em destaque na primeira página, uma cena triste: na volta do teatro, espectadores dentro de bolhas

Declarada a guerra digital!

A foto em destaque na primeira página mostra que nem tudo no Brasil é sujeira

Na capa do caderno Esportes, a delicada questão Pelé/raça negra

••••••••••

••••••••••

••••••••••

Duas capas que escaparam do SOL ontem e são recuperadas hoje. O jornal argentino Página 12 e o francês L’Humanité comemoram, na primeira página, a volta da democracia na Bolívia.

A revista Rolling Stone americana aposta suas fichas no democrata Joe Biden

O jornal italiano La Repubblica dá duas páginas para a exposição da fotógrafa Claudia Andujar, organizada pelo Instituto Moreira Sales, que está sendo aberta em Milão.

DEPOIMENTO

Lembro-me bem que no final do século passado, início deste, não tinha dinheiro ou argumento que tirasse uma estrela da TV Globo. Trabalhava diretamente com um destes nomes sagrados e percebia que jamais a então chamada Vênus Platinada, entregaria de bandeja uma jornalista como Gloria Maria, por exemplo. Ou Pedro Bial, ou Cid Moreira. Os tempos mudaram e a ex-Vênus Platinada acaba de abrir mão de um de seus mais talentosos jornalistas de sua constelação. Marcio Gomes anunciou, no início da semana, que está mudando de casa, se instalando na CNN Brasil, há seis meses operando no país. Sair da Globo por livre e expontânea vontade, sei que não é muito fácil. Senti na pele que muitos colegas torcem o nariz quando ficam sabendo que você vai partir para novos desafios. Uma coisa do tipo “como assim, você vai abrir mão da Globo, do melhor emprego do mundo?” Sim, trabalhar na Globo é ter um bom emprego e geralmente um bom salário, mas existe um mundo lá fora. Jornalistas na faixa dos 40, como Marcio Gomes, começam a sentir que existem duas possibilidades: ir ficando com os cabelos brancos no mesmo emprego ou mudar. Foi o que ele fez Gomes, mudou. Não foi o primeiro e nem será o último. Lembro-me bem quando Lilian White-Fibe pensou duas vezes e abriu mão de ser apresentadora do principal telejornal do país – o Jornal Nacional – pegou o boné e foi embora. Sem briga, sem nada. Os tempos mudaram e, pelo visto, a Globo não é mais de segurar ninguém, cobrir ofertas e oferecer novas oportunidades dentro da casa, em troca das ofertas dos concorrentes, geralmente irrecusáveis. No caso do Marcio Gomes, estranho apenas o fato do diretor de Jornalismo, Ali Kamel, não ter postado uma mensagem aos que ficam, tecendo elogios e mais elogios ao que parte e desejando boa sorte nos novos projetos. Até o final da tarde de ontem, nenhuma linha falando da partida do competente e reconhecidamente gentleman, Marcio Gomes.

[Alberto Villas, ex-editor-chefe do JH, do JG e chefe de redação do Fantástico]

Cobramos ontem aqui, o espaço pífio dedicado pelo JN, à vitória da esquerda nas eleições presidenciais na Bolívia. Exatos 36 segundos. O Day After foi diferente. A eleição de Luis Arce, do Movimento pelo Socialismo (MAS), que ganhou as primeiras páginas dos principais jornais do país e da América do Sul, ganhou espaço no JN com direito a estar na escalada, coisa que não aconteceu no dia em que ele foi eleito. Continuamos estranhando a cobertura ter sido feita por um repórter em São Paulo. Se tivesse sido um golpe para derrubar o socialismo, certamente um enviado especial teria voado para La Paz.

••••••••••

••••••••••

••••••••••

••••••••••

••••••••••