O MUNDO DA CRIANÇA

Pequenininha, seis meses e pouco, tinha ido na escolinha dois dias somente, quando a Caminhar fechou. No primeiro dia, estranhou, chorou na porta quando a tia a pegou nos braços. Entrou chorando, batendo pernas e braços, partindo o coração da mãe. Quando a buscou no final da tarde, ela dormia profundamente. Bochechas vermelhas, suava. No segundo dia, olhou assustada quando enxergou o portão vermelho da escola, mas foi nos braços da tia. Esboçou choro, mas ficou apenas na ameaça. Nos dois dias que frequentou a escolha conheceu o Benjamim, o João Pedro, o Cícero, o Lucas. Conheceu também a Maria Eduarda, a Clarice e a Sofia. Não houve terceiro dia. Ela já está com um ano e meio, já anda, já come uma banana inteira, já esboça palavras, dessas comuns, mamão, papai, auaí. Tudo que vê, aponta com o indicador e fala ó! Brinca a manhã inteira, depois do almoço, cai no sono e vai até quatro, quatro e pouco. A mãe aproveita pra trabalhar, o pai também. Quatro e pouco acorda mal humorada, procurando a chupeta e não quer nada que um dos dois oferece. Nessa hora, não quer nem saber da Galinha Pintadinha de pelúcia, tampouco do tico-tico que ganhou no Natal. Ela não sai de casa e olha assustada quando os pais colocam máscara. Faz cara de choro, mas na verdade eles só colocam máscara para ir na portaria buscar encomendas que chegam, várias por dia. Ela nunca mais viu uma criança ao vivo e em cores. Nem deve lembrar do Benjamim, do João Pedro, do Cícero, do Lucas, da Maria Eduarda, da Clarice e da Sofia. Seu mundo é uma mãe, um pai, um tico-tico, um porquinho de borracha que quando aperta faz coing coing, além da Galinha Pintadinha de pelúcia.

O SOL DO FIM DE SEMANA

Traduzindo do espanhol: Por que não se cala?

Com uma diferença enorme: a direita estava planejando um golpe

Silêncio no Jardim Botânico!

Terra Brasilis

Os franceses vão ler primeiro a trajetória internacional do arquiteto Oscar Niemeyer nos tempos da ditadura

Talvez seja a primeira vez na história do Estadão que a expressão mimimi vai para a manchete principal

O Brasil está sujeito a virar qualquer coisa

Na foto em destaque, uma vista aérea da tragédia que vivemos

Lógico! O presidente é contra a vacina

Flagrante do presidente da República finalmente tomando um rumo

E no horário nobre, o jornalista Alan Severiano anuncia o número de mortos do dia

A Carta Capital se inspirou no cartaz do fime Terra em Transe, de Glauber Rocha, para fazer sua capa. Tudo a ver, uma boa sacada.

Na primeira página do diário cubano Granma, os avanços nos testes da vacina Soberana. No Brasil, nem tocam no assunto.

A Time circula esta semana com quatro capas sobre o mesmo assunto: As mulheres e a Pandemia

Dez anos depois, as lições de Fukushima. Capa da Economist

Os verdadeiros pingos nos is

O Sol gostou da capa da revista semanal francesa de cultura Les Inrockuptibles: o fim da dupla Daft Punk, sem palavras

O livro de memórias do Publisher Luiz Schwarz, da Companhia da Letras, é curioso e emocionante. Ele conta uma história e tanto, além de alguns segredos.

Estamos descobrindo o disco Laurel Canyon, do cantor e compositor Arman Méliès

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O SOL DE QUINTA-FEIRA

O caos se instalou no país

E Bolsonaro disse que foi um bom resultado

Isso tem nome: censura!

Na foto em destaque na primeira página, o colapso no sistema de saúde em Bragança Paulista

Lá vai o Brasil descendo a ladeira

Depois que a casa pegou fogo, o governo federal chama os bombeiros

Milhões de brasileiros precisam deste dinheiro para ontem

Na foto em destaque na primeira página, o caos em Belém

Repetimos: isto é censura!

Depois do golpe, a repressão. É sempre assim e não tem sido diferente em Mianmar

No caderno Na Quarentena, livro do jornalista Roberto Simon mostra a participação da ditadura militar brasileira no golpe no Chile, em 1973

Resultado de uma política negacionista desde fevereiro de 2020

O Brasil cada vez mais pobre

Na foto em destaque na primeira página, cenas de Porto Alegre, Curitiba e São Paulo às moscas

Aviso aos senhores senadores: quem tem fome, tem pressa

Chico Caruso na primeira página

Na capa da New Statesman, revista semanal inglês de informação, a humanidade contra o vírus

 

Foto de um padre francês que sofre abuso na adolescência, mas não quis se identificar, publicada no jornal Le Monde

Apesar da pandemia estar no seu auge, com 1.840 mortos em apenas um dia, a televisão vai voltando ao normal: Amor de Mãe na Globo (foto), o programa de entrevistas de Mario Sergio Conti, Roberto D’Ávila e o de Miriam Leitão na GloboNews, Papo de Segunda e Tempero de Família no GNT…

 

 

 

 

 

 

O SOL DE QUARTA-FEIRA

Onde está o Bolsonaro? Onde está o Pazuello? Onde está o Mourão?

1.726 mortos e o governo de SP ainda estudando fase vermelha

Resumindo: o governo não está gostando desse negócio de ver rico na fila

Minha casa Minha vida

O protesto é apenas um cartaz no muro. E como dói.

A biografia Tom Zé, o último tropicalista, (recomendada pelo Sol), na capa da Ilustrada

Vermelha de vergonha

Esse cara só faz coisa errada

Já que está tudo tranquilo por aqui, vai dar pra viajar sim

Aquele apartamento no Guarujá com 215,2 metros era chamado de TRIPLEX e a mansão de 2,4 mil metros quadrados agora é chamada de CASA. Pois é.

Na foto em destaque na primeira página, o loquidaum à brasileira

Na capa do suplemento Na Quarentena, as recordações de Luiz Schwarz. O livro O ar que me falta é muito bom, muito curioso.

Ops…

Nunca se falou tanto em Bolsa Família

Os governadores correndo atrás da vacina

Há controvérsias

O jornal mais lido do país faz um título minúsculo e pisando em ovos na sua primeira página

Mais um número da ótima Quatro cinco um chegando às bancas

Crusoé, quem diria?

Na capa da revista semanal de ciência britânica, o mito do metabolismo

Sampaoli, ainda com a camisa do Santos, na capa da revista France Football

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O SOL DE TERÇA-FEIRA

O Brasil está caminhando para o fim do túnel. Sem luz.

Sinal de que ele não quer sair de Brasília tão cedo

Onde foram parar os hospitais de campanha?

Resumindo: Pazuello é dose!

Furar a fila aqui, só de helicóptero

Laerte, na página A2

Paris está em chamas

Heloisa Buarque organiza o livro 29 Poetas Hoje, décadas depois do antológico 26 Poetas Hoje. Capa da Ilustrada.

Voltamos a perguntar: onde foram parar os hospitais de campanha?

Meu Amigo Caminhoneiro

Na foto em destaque na primeira página, Brasilia, uma cidade fantasma

Na capa do caderno Na Quarentena, os 90 anos da escritora Ruth Rocha

Ainda é a ressaca do réveillon

Começaria tudo outra vez…

Perguntamos pela terceira vez: cadê os hospitais de campanha?

E o que mais?

Na grande imprensa escrita e televisada, silêncio

Mais um número do jornal de literatura muito bem feito em Curitiba

A condenação do ex-presidente Sarkozi nas primeiras páginas dos jornais franceses

Como era gostoso o meu francês

Há décadas, o Fantástico é o programa mais visto na Globo, nas noites de domingo. Mas neste 28/1 não foi igual aqueles que passaram. O show da vida ficou atrás da Copa do Brasil e do BBB.

Vamos fugir? Veja:

https://driveandlisten.herokuapp.com/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O SOL DE SEGUNDA-FEIRA

A incompetência do governo federal é latente, é visível, dá pra sentir na pele

Resumindo: Perigo à vista!

É grande o problema dos menores que moram em abrigo, quando completam 18 anos. A foto em destaque na primeira página.

A imprensa brasileira ainda está pisando em ovos. Como mudar o jogo com uma peça que foi tão paparicada?

O Estadão tem uma certa queda por manchetes otimistas

Os ministros do STF, vendo o trem fora dos trilhos, tentam acertar o rumo

E ao ver aquela multidão na Avenida Paulista, muita gente acreditou que o país havia se politizado

Na foto em destaque na primeira página, um detalhe: as turbinas foram desligadas em 2019

A pessimista manchete principal do Globo tromba com a manchete otimista do Estadão

Sim, aquela Bolsa Família que quando foi criada, muitos chamaram de Bolsa Esmola. Sem contar que diziam que muita gente ia parar de trabalhar para viver com os 100 reais da bolsa.

Na foto em destaque na primeira página, o retrato de uma cidade fantasma.

O Globo foi o único dos três maiores jornais do país a destacar na primeira página, os 18 mortos do domingo em Mianmar.

A revista Época destaca na capa mais um dos inúmeros desmandos do presidente da República. E na capa da IstoÉ, Bolsonaro coloca um pezinho na ditadura.

A Vejinha destaca os plantadores de maconha medicinal em São Paulo

O jornal italiano deu meia página para a repressão em Mianmar

Na capa da revista semanal alemã de informação Der Spiegel, os danos da pandemia

A arte de fazer uma capa. Na revista do New York Times ela está sempre presente

Curiosa a capa da revista francesa Union Presse: O futuro está nos impressos!

NOTA 10

Para a reportagem virtual feita em Wuhan feita pelo Fantástico. Surpreendente.

É sempre bom dar uma passada no podcast da revista Piauí

A pauta da semana da revista online Gama é: Como você vai? É o que todos nós estamos perguntando. Os textos são muito bons.

O Sol gostou de ver o excelente Torto Arado, de Itamar Vieira Junior, no primeiro lugar dos 10 livros mais vendidos da revista Veja. Os outros nove são estrangeiros.

Uma boa surpresa na manhã de domingo. A Folha de S.Paulo publicou seis cadernos sobre o centenário do jornal. O jornal estava pesado, como nos velhos domingos do passado.

Eu não sou daqui, minha gente, eu sei disso. Sinto logo ao amanhecer quando abro os olhos e não vejo as montanhas. Sou do ouro, sou Minas Gerais. Vivemos na melhor cidade da América do Sul e foi num primeiro de abril que aqui cheguei e nada entendi.

PARA CONTINUAR LENDO:

ww.cartacapital.com.br/opiniao/um-estrangeiro-perdido-na-selva-de-pedra/.

A Editora Globo publica, ao mesmo tempo, dois livros com o mesmo título

ACapa é um jornal que não tem jornal, só tem capa. Sempre criativas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

UMA ZONA

Logo ele, tão organizado. A pandemia transformou sua casa numa zona federal. As cápsulas estão transbordando na máquina de Nespresso, xícaras e pires foram quebrando e agora no café da manhã é tudo desencontrado. Preguiça de passar o leite para um vidro, vai no plástico mesmo. O sofá tem um pé quebrado, a luz do banheiro, uma queimada, a rede na varanda com pelos de cachorro e o alecrim morto há uma semana. O calendário marca 22 de fevereiro e nós já estamos no dia 28. Os passarinhos do relógio piam roucos porque a pilha está fraca desde aquele abril despedaçado. Os livros lidos nunca foram para os seus devidos lugares na estante: a biografia da Nara Leão, a do Samuel Wagner, as obras completas de Cacaso, A salvação pela pintura, Amoras do Emicida, Maria das Pazes e outros contos do Gabriel García Márquez, além do Torto Arado. Os cds, apenas alguns fora da ordem alfabética. Um do Altman Brothers, um do Bob Dylan, todos do Luiz Melodia, todos da Tereza Cristina. Os vidros na cozinha estão assim: Arroz no vidro escrito feijão, Lentilha no vidro escrito Milharina, Farinha de Trigo no vidro escrito Açúcar mascavo e Trigo para quibe num vidro não escrito nada. A pá de plástico que de tanto usada já não recolhe mais os ciscos, continua atrás da porta. Uma garrafa de cerveja Martina estourada no congelador, uma garrafa de cachaça de jambu vazia no bar, uma embalagem de xampú sem nada e sem tampa no box do banheiro, doze pacotinhos de chá Twinings Fresh vencidos na caixinha de chá, roupas pra costurar empilhadas num dos armários, um adesivo Fora Temer desbotado e um adesivo Fora Bolsonaro, novinho, ao lado. No ar, a promessa de colocar tudo em ordem, assim que a pandemia passar.

O SOL DO FIM DE SEMANA

Um país à beira do abismo

Fica a impressão de que o país está anestesiado

Na foto em destaque na primeira página, nenhum marciano à vista

Está cada dia mais longe aquela frase… quando tudo isso passar!

Não fica a impressão de que o mundo está caminhando para o fim?

Vacinação com charme? Oi!

E o Sol reconhece, não é de hoje, a incompetência de Pazuello

Enquanto Lira não vê motivos para impeachment

Vão apenas esperar a poeira baixar

Na foto em destaque na primeira página, uma vez Flamengo, sempre Flamengo

Na capa da Carta Capital, o garoto-propaganda da cloroquina

Guedes subiu no telhado

A notícia merece muitas exclamações: !!!!!!!!

Na capa da Economist, o grande rolo no mundo da tecnologia

Na capa da revista semanal portuguesa de informação, a tecnologia como vingança

Na capa do Libération, a curiosa história dos detectores de pessoas tristes nas estações de ferro da França. São agentes do governo em busca de pessoas com dificuldades para enfrentar a vida.

O podcast Senhores Passageiros, apresentado pelo ex-mecânico de aviões, Lito Sousa, vale a pena ser conferido. Muito bem feito. Para quem gosta e para quem tem medo de viajar de avião.

PARA LER, acessar o site gamarevista.

Estamos relendo o livro histórico de Alfredo Sirkis (Os Carbonários) e lendo o livro em que ele relata o rumo que tomou sua vida. Sirkis morreu em julho do ano passado num acidente de automóvel. E faz muita falta.

Estamos ouvindo Now, do reggae man U-Roy, morto esta semana

Agora é oficial: no final de março, a centenária livraria Gilbert Jeune, em Paris, fecha suas portas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O SOL DE QUINTA-FEIRA

Será que o presidente da República se lembra de ter dito, lá no início, que tratava-se de uma gripezinha?

O governador de São Paulo inventou uma nova expressão: Toque de Restrição

Alberto Benett na página A2

Na foto em destaque na primeira página, o retrato do Brasil

Não é fase amarela, laranja, vermelha ou preta. A fase agora é a pior

Preocupados com suas falcatruas, alguns deputados querem garantir que não serão presos

Na foto em destaque na primeira página, os olhares de medo, angústia e tensão em busca de uma vacina

No Caderno 2, destaque para Arrancados da Terra, o novo livro de Lira Neto

O número assustador de 250 mil mortes ocupa quase toda a primeira página

Djamila Ribeiro na capa da Forbes Brasil

A abertura lenta e gradual de Boris Johnson na capa da New Statesman

Como a Austrália está peitando o Facebook é o assunto de capa da Guardian Weekly

Na capa da italiana Mind, a revolução no trabalho nos tempos de pandemia

Sabemos que faz parte do jogo, faz parte do contrato, no day after, a eliminada do BBB amanhecer no programa Mais Você, de Ana Maria Braga. Eliminada na noite anterior com 99,17% dos votos, Karol Conká estava lá, poucas horas depois do massacre. Enquanto a apresentadora tomava o seu café da manhã em São Paulo, Karol estava ao lado da tela, no Rio de Janeiro, com uma cara tipo o que é que eu estou fazendo aqui? A primeira pergunta foi bem made in Ana Maria: Dormiu bem? Como se não bastasse, a entrevista foi toda pontuada com imagens e áudios dos grandes vexames de Karol dentro da casa. Ela piscava os olhos vagarosamente e teve um momento que disse tudo: Meu Deus! Estou aqui passando vergonha em rede nacional! Enfim, tudo pelo Ibope!

Quando a opinião do Sol não bate com a da colunista do Globo, Patricia Kogut

E Karol continuou sendo o assunto do programa seguinte, o Encontro. O programa foi pra rua colher opiniões do povo: Que conselho você daria para Karol Conká? Menos, né?

O Sol viu e gostou de Gal cantando Baby acompanhada de Tim Bernardes, no Conversa com Bial